• Letra Espírita

A Parábola do Grande Juízo



Ariel Telo

Uma das mais imperiosas parábolas de Jesus é aquela conhecida como “A Parábola do Grande Juízo”, ou, ainda, “A Parábola do Grande Julgamento”. Nela estão contidos os principais ensinamentos cristãos: o amor, a caridade e a fraternidade, ensinamentos sobre os quais não há divergências, o que independe de qualquer religião ou credo. Pode-se observar nela, também, a Lei de Causa e Efeito, sobre a qual tanto prega o Espiritismo:


“Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.”


“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.”


“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes. Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim. E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.”


A metáfora contida nessa tão majestosa parábola remete àquela do conhecido “Juízo Final”. Segundo a crença, Jesus voltaria, com seus anjos, e separaria os bons, representados pelas ovelhas, dos maus, representados pelos cabritos. Nessa ocasião, Cristo, o Rei, diria aos justos que eles herdariam o Reino dos Céus, porque, nas palavras d’Ele, “tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me”.


Os justos, no entanto, na parábola, não compreendiam quando é que teriam dado todo aquele amparo a Jesus, sendo que a maioria deles nem sequer poderia tê-lo visto em vida. Logo em seguida, Ele esclarece que todo o bem, feito a qualquer um de nossos irmãos, mesmo aquele mais pequenino, equivaleria a fazer bem ao próprio Cristo.


O mesmo dir-se-ia aos maus, que estavam condenados, não por fazer mal diretamente ao Mestre, mas por prejudicar – ou omitir-se de ajudar – os seus irmãos, pois isso seria o mesmo que fazer mal a Deus, ou melhor, seria o mesmo que ofender as suas Leis.


Esse precioso ensinamento ressalta aqueles dois outros, dados pelo Mestre Jesus, e por Ele chamado os maiores dos ensinamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Pois não há como amar a Deus sem amar o próximo, nem como infligir mal a outrem sem violar as Leis de Deus, pois tudo aquilo quanto é feito de mal a quem quer que seja, também é mau aos olhos do Criador.


É necessário amar a Deus através de sua obra e de sua criação. É necessário amar a vida, a natureza e os nossos semelhantes, sem o que é impossível amar a Deus. Amemo-nos, por fim, e auxiliemo-nos mutuamente, pois que o Amor é, de todos, o maior mandamento, e a Caridade é o Amor posto em prática.


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