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A Vida Conjugal



Casamento é a “combinação harmoniosa de duas ou mais coisas; união estreita e íntima” segundo o dicionário online do Google e, portanto, “é um progresso na marcha da Humanidade” quando entendido como uma relação fraternal estabelecida por duas almas, conforme respondem os espíritos a Allan Kardec na questão 695 de “O Livro dos Espíritos”. Entretanto, não é este tipo de união equilibrada que se percebe nas relações conjugais, de modo geral e empírico ou analisando o número de divórcios que, só no Brasil, chegou à marca de 344.526 em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (apud portal de Notícias R7).

Não raro, as uniões em matrimônio se dão por interesses puramente materiais ou da vaidade (mesmo que inconscientes), já que vivemos numa sociedade que valoriza muito mais o ter que o ser. Busca-se a parceira ou o parceiro que mais propiciará equilíbrio financeiro; a mais belo ou o mais bonito; o conto de fadas: a princesa ou o príncipe que nos fará felizes para todo o sempre, como se a nossa própria felicidade dependesse de outro alguém. Até mesmo o conhecimento popular nos ensina que deve existir uma “metade da laranja” ou “uma tampa para panela”. Ledo engano achar que nossa completude está em outro lugar aquém de nós mesmos. Por estas e outras razões, muitas uniões são mal-sucedidas, conforme salienta Emmanuel no livro “Vinha de Luz”, capítulo 127, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, “é possível que os sonhos, muita vez, se desfaçam ao toque de provas salvadoras, dentro dos ninhos afetivos, construídos na árvore da fantasia. Muitos homens e mulheres exigem, por tempo vasto, flores celestes sobre espinhos terrenos, reclamando dos outros atitudes e diretrizes que eles são, por enquanto, incapazes de adotar, e o matrimônio se lhes converte em instituição detestável.”

Neste pequeno trecho, o autor espiritual estabelece importantes esclarecimentos. O primeiro deles é que a união afetiva constitui prova no sentido de que as dificuldades existirão, porque são através das relações com outrem que vamos nos esmerilhando e, por isso, é válido todo esforço para a convivência harmônica e equilibrada nas uniões; o segundo é que, como exposto anteriormente, construímos muitas relações baseadas em fantasias e, quando vivendo o relacionamento, as vemos destruídas pelos pesadelos da vida cotidiana real, cheia de pedras no caminho; o terceiro é que criamos expectativas com relação à outra pessoa no modo de conduzir a vida, sua personalidade, seu caráter e manifestação e vemos, então, na convivência diária, o ruir destas expectativas. Logo, nos decepcionamos e, ao sinal de menor desilusão, buscamos a solução mais fácil, o divórcio, esquecendo-nos de que relacionamento é construção, é ceder, é dar e receber, é, também, renúncia. Obviamente, ninguém deve se manter num relacionamento tóxico, abusivo, ou se anular. Porém, devemos lembrar que não há relação afetiva perfeita e que toda construção dá trabalho, exigindo esforço, na vida conjugal, mútuo.

No nosso nível de evolução, assim, muitos casamentos ainda não traduzem a “combinação harmoniosa e estreita” que revela “progresso da Humanidade”, porque não são construídos sobre os alicerces da verdadeira fraternidade, como nos alerta Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo XXII, mas sobre a transitoriedade das aparências. Em qualquer circunstância, porém, recordemo-nos do Mestre Nazareno, Jesus, perdoando e amando.

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