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As Bolhas Em Que Habitamos


Por: Rafaela Paes


Imaginem que o planeta Terra tivesse uma configuração diferente, e que fosse todo feito de imensas bolhas em que pudéssemos entrar. Essas bolhas representariam sentimentos: amor, caridade, fraternidade, felicidade, amizade, carinho, compaixão, paciência, egoísmo, raiva, infelicidade, intolerância, e que esses nomes estariam escritos nelas. Você entraria nas bolhas com nomes de sentimentos ruins?


Será?


...

Bom, essas bolhas existem: São chamadas egrégoras. De acordo com o ensinamento que nos traz o Blog Conhecimento Espírita: “egrégora é uma forma criada por pensamentos e sentimentos, que adquire vida e que é alimentada pelas mentalizações e energias psíquicas. É uma entidade autônoma que se forma pela persistência e intensidade de correntes emocionais e mentais. Pensamentos e sentimentos fracos criam egrégoras mal definidas e de pouca vida ou duração, porém, pensamentos e sentimentos fortes criam egrégoras poderosíssimas e de longa duração”.


Os nomes escritos nessas “bolhas”? Eles existem. Não vemos nem as egrégoras e nem seus nomes, mas eles estão por todo lugar.


Como assim elas têm nome? Pois bem!


Você sofre uma “injustiça” e fica com muita raiva. Enquanto nutre esse sentimento, outras muitas pessoas vivem a mesma sensação. Qual o nome da egrégora?


Você vive momentos de imensa felicidade com seus entes queridos e sente o amor transbordando dentro de si, enquanto muitas outras pessoas nutrem o mesmo amor. Qual o nome da egrégora?


Você mergulha em uma insatisfação profunda por acontecimentos diversos quem vem ocorrendo em sua vida, deixando-se invadir por uma grande tristeza. Outras várias pessoas encontram-se na mesma situação. Qual o nome da egrégora?


Você se deixa levar por discussões acaloradas, onde todas as partes tentam fazer valer a sua opinião, e você e essas partes todas alimentam um enorme sentimento de irritação. Qual o nome da egrégora?


Você se deixa dominar pelo sentimento de que o que importa é o seu bem-estar, já que sozinho não pode mudar muita coisa que vai mal. Enquanto isso, muitas e muitas pessoas também se tornam cada vez mais egoístas. Qual o nome da egrégora?


Consequências? Muitas!


Nos dias atuais as egrégoras que mais são alimentadas são as que carregam consigo os tais nomes ruins. O resultado:

Depressão...

Intolerância...

Falta de empatia...

Suicídio...

Ansiedade...

Baixa autoestima...


Vivemos dias pesados, polarizados, tristes, perigosos. Mas será que precisamos incorporar essas sensações dentro de nós mesmos? Será que estamos vigiando o suficiente para não sermos responsáveis pelo crescimento dessas egrégoras destruidoras?


Qual a qualidade do que nós andamos emitindo para o mundo?


A máxima de que “uma andorinha só não faz verão” aqui não se aplica. Aqui aplica-se o dito popular “de grão em grão a galinha enche o papo”. E, metaforicamente, a galinha é a egrégora, que cresce com o pensamento de cada um de nós, seja ele bom ou ruim, edificante ou destruidor. Quer que o mundo melhore? Melhoremos nossas emanações. Quer dias diferentes? Emanemos sentimentos diferentes. Como o ensinamento que nos deixou Gandhi “SEJA MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO”.


“A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons fritos não é má; - porque cada árvore se conhece por seu próprio fruto. Não se colhem figos em espinheiros, nem cachos de uvas em sarças. – O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro de seu coração e o mau tira más do mau tesouro de seu coração; porque a boca fala da plenitude do coração” (São Lucas, cap. VI, vv. 43 a 45).


Tenhamos muito cuidado, pois, o mundo é um espelho que reflete de volta aquilo que damos a ele. Lembrem-se: Para cada ação, uma reação!


Boas vibrações a todos nós.


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