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Conquistas


Por: Milena Araújo


Diferentes das conquistas materiais, as conquistas da fé e da paz deixam no coração humano uma quietude íntima, capaz de direcionar as emoções e os pensamentos para caminhos de serenidade e plenitude com o Pai.


Nas lutas do dia a dia, o homem aguarda por recompensas por um dia de trabalho ou por um projeto bem realizado. São prêmios que podem representar um bem adquirido, uma promoção no trabalho, um reconhecimento palpável, um valor monetário, enfim, recompensas temporais que quando bem utilizadas, servem aos bons propósitos para uma vida terrena proveitosa.


Essas conquistas materiais, mesmo quando úteis para a existência, se desgastam com o tempo, com a idade, com o simples passar das horas. Elas sofrem influência das paixões humanas. Podem significar pesados fados para a criatura, constituindo objeto de seus dessabores, traduzindo a sobreposição da matéria sob o espírito.


Na questão 68 do livro O Consolador, Emmanuel esclarece sobre a preocupação do homem moderno com “estar bem na vida”, “ganhar bem” e “trabalhar para enriquecer” _ “Esse propósito do homem viciado, dos tempos atuais. Constitui forte expressão de ignorância dos valores espirituais na Terra, onde se verifica a inversão de quase todas as conquistas morais.”


É certo dizer que existem conquistas individuais que vão além das aquisições materiais. São as conquistas que pertencem ao espírito imortal. Aquelas que estarão na consciência para toda a eternidade. As vitórias morais aproximam a criatura de Deus. Elas farão parte da sua individualidade, portanto acompanharão o espírito nas suas sucessivas experiências reencarnatórias.


As conquistas morais significam grande esplendor para o espírito. Dentre elas, encontramos a serenidade, couraça da alma.


No texto Tenhamos Paz, o benfeitor Emmanuel esclarece “(..) é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante. (...) é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo. Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.”


Assim com a serenidade, outros patrimônios emergirão a cada ensaio da vida. Para os sofrimentos e desafios corriqueiros, a criatura em paz íntima, enfrenta e suporta com fé as suas provas.


Quando portador da paciência, por exemplo, o homem poderá auxiliar os irmãos necessitados de amor “A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na exemplificação. (...) É com a iluminação espiritual do nosso íntimo que adquirimos esses valores sagrados da tolerância esclarecida.”, conforme explicação extraída da questão 254 do livro O Consolador.


Para Emmanuel, “O caráter, o amor, a fé, a paciência e a esperança representam conquistas para a vida eterna, (...)” são patrimônios íntimos que sinalizam o triunfo dos valores morais sobre a materialidade e paixões humanas.

Mesmo convivendo com obstáculos e sombras, Jesus convida a Humanidade a “... caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte” (Lucas, 13:33.), no terreno das conquistas interiores, tendo o Pai e o Filho como guias por toda a eternidade.


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Referências:

EMMANUEL (Espírito). O Consolador [psicografado por] F.C.Xavier – Digitado por Lucia Aydir - questão 68, 254.

EMMANUEL (Espírito). Pão Nosso [psicografado por] F.C.Xavier – FEB Editora - lição 18, 65.



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