• Letra Espírita

Cosme e Damião na Visão Espírita


Por: Jackelline Furuuti

“Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o Reino dos Céus”. (Mateus 19:13-15)


Assim como antigamente era nas ruas, agora nas redes sociais o assunto mais falado todo dia 27 de setembro é São Cosme e São Damião. A nossa intenção com este artigo é escrever, com um olhar respeitoso e carinhoso à luz da Doutrina Espírita, sobre os ensinamentos que estes dois espíritos nos trouxeram em suas existências.


Segundo dados apócrifos estabelecidos pela Igreja Católica, Cosme e Damião eram dois jovens irmãos gêmeos e médicos que trabalharam por diversas vezes sem cobrar por seus atendimentos, principalmente dos mais pobres. Eram cristãos e tinham uma fé inabalável, que os levou à morte por decapitação por não a renegar.


O espírita entende de modo um pouco diferente os santos. Enquanto para os católicos, Cosme e Damião tinham o poder de curar os enfermos e produzir milagres, para o espírita, os irmãos eram grandes missionários, mártires e eram também médiuns de cura.


Os irmãos tinham um trabalho caridoso atendendo gratuitamente os mais necessitados, e por esta razão, ganharam o título de “Os Médicos dos Pobres”.


OS DOCES


No dia de São Cosme e São Damião estamos acostumados a ver a distribuição de doces, principalmente pelos fiéis do Candomblé e da Umbanda. Com isso, nos perguntamos: “O que será que tem nesses doces? Será que faz mal?”.


Estes doces são comprados por pessoas que, em forma de agradecimento, distribuem os quitutes para aqueles que mais se aproximam destas entidades/santos, as crianças. Os doces são consagrados por meio de muita prece, gratidão e amor. São fluidificados pelos benfeitores astrais, que no plano espiritual e em manifestação mediúnica, apresentam-se como crianças para ilustrar a pureza e elevação deles. São entregues aos adultos e principalmente para as crianças como doces sagrados.


O espírita compreende que objetos não tem poder de curar, proteger ou ajudar se não fizermos por merecer e se assim Deus, sabiamente, por alguma razão que não compreendemos ou sabemos, não permitir. Mas sabe-se também, que o poder do magnetismo e da mente pode nos beneficiar com resultados positivos ou malefícios apenas se o NOSSO pensamento acreditar que o objeto ou alimento fará algo bom ou ruim.


Mas tamanha é a ânsia por retribuição à graça atendida, que energeticamente falando, tais doces acabam impregnados por estes bons sentimentos que, aliados ao trabalho da espiritualidade amiga, abrem campo para verdadeiros milagres, que nada mais são que a união da gratidão e da fé do doador com o merecimento.


O nosso poder está na mente. Nem mesmo nos raciocínios científicos conseguimos usá-la em sua integralidade, pois estamos, pouco a pouco, aprendendo a harmonizá-la com nossas emoções. Grande parte das pessoas precisa de auxílio material para trabalhar a sua evolução e a sua fé. E faz parte do processo. Não devemos desprezar ou julgar nada que nos ajude no processo evolutivo, pois, pular etapas pode ser mais arriscado do que respeitar e ser verdadeiro com a sua real necessidade. Muitas pessoas abandonam seus terços, suas velas e sentem-se como se faltasse algo para a sua conexão. Se estes objetos lhes servem como elo com o Alto, use-os. Deus sabe das suas intenções mais profundas.


Além disso, como já dissemos, os doces são magnetizados com pensamentos e energia de cura, de harmonia, de tudo o que se pede em uma prece e como diz no Livro dos Espíritos de Allan Kardec Editora EME, a questão 551: “Pode um homem mau, com o auxílio de um mau Espírito que lhe seja dedicado, fazer mal ao seu próximo? Resposta: “Não; Deus não permitiria”. Logo, se VOCÊ não acreditar que te farão bem ou não cair nas armadilhas do medo pensando que os doces te farão mau, eles não surtirão efeito algum, apenas o bem-estar de estar comendo deliciosos docinhos, exatamente como ocorre, por exemplo, com a água fluidificada que possui incríveis propriedades curativas, mas pouco pode fazer, além de matar a sede, se quem estiver tomando não tiver fé.


Refletir sobre quem foram São Cosme e São Damião te ajudará a ser um espírita mais compreensivo, tolerante e acima de tudo, respeitoso com as crenças do próximo. É positiva a leitura deste artigo, considerando-os santos ou médiuns, não importa. Importante é a conscientização com os ensinamentos de que sempre é tempo de buscar fazer o mesmo que eles: praticar a caridade, usar a mediunidade em favor do próximo e não deixar para depois o que podemos fazer hoje. Nós, crianças em termos de consciência, ainda temos muito a aprender.


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