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Deformação Perispiritual – Por que ocorre? Como curar?


Helena Kolbe

Corpo fluídico ou corpo espiritual são os nomes que podemos dar ao nosso perispírito.


Mas, o que é o perispírito e qual sua função?


Perispírito, sua origem vem do fluido cósmico universal, é um aglomerado, semi-material de fluidos, plasmável (fácil de modelar), em torno do ser inteligente (que é o espírito). Segundo “O Livro dos Espíritos”, pergunta 93, Kardec pergunta do que é feito o perispírito e os imortais respondem: “uma substância vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós”.


O perispírito é um instrumento do espírito para agir no plano fluídico em que se encontra. Aqui, no planeta Terra, somos como somos, devido ao nosso estado evolutivo.


O perispírito comprova a imortalidade do espírito, é ele que vemos nas aparições e visões, geralmente mantém a aparência de sua última encarnação. E, o que fica registrado no perispírito, são as nossas atitudes morais, boas e ruins.


À medida que o espírito se aperfeiçoa e se eleva o perispírito fica mais sutil, apresentando pesos (é o que fixa a um plano de vida), densidades (varia de acordo com seu grau de evolução) e energias (menos luz, menos evoluído, maior luz, mais evoluído) diferentes.


Os espíritos elevados, podem transitar livremente em outros mundos, fazendo as mutações necessárias em seu perispírito para se adaptarem ao tipo fluídico do mundo em que visitarão.


Já os espíritos inferiores e medianos, possuem o perispírito mais grosseiro, logo, não podem alcançar planos superiores. Assim, quando retornam ao plano espiritual, alguns confundem seu perispírito com o corpo físico (dependendo da sintonia em que se encontram) experimentando as sensações de frio, fome, dor e necessidades de seus vícios.


Além disso, alguns espíritos desencarnam de forma bruta, passam por um acidente, ou violência e chegam no plano espiritual com uma fixação mental de seu corpo físico que tomam isso como verdade e se apresentam com deformações inimagináveis. Isso tudo é a mente que que determina.


Por ser mental, há casos em que a pessoa não percebe que “morreu”, se vê em perfeito estado e às vezes, não entende por que as coisas, em sua volta, mudaram.


O livro, “Deixe-me Viver”, do espírito Luiz Sérgio, psicografia de Irene Pacheco Machado, relata um espírito que foi abortado com produtos químicos, ele mostrava seu perispírito queimado e relatava profunda revolta, o que dificulta o seu reestabelecimento.


Num acidente, por exemplo, os amigos espirituais já se colocam na posição de resgate, médicos, enfermeiros e familiares, todos a postos. Na maioria das vezes, o perispírito é retirado do corpo antes do imprevisto. Mas, alguns estão muito presos à matéria e entram em desespero e se sentem com as marcas da tragédia que sofreram, relatam que faltam partes de seus corpos. Muitos saem a procura dessas partes, num delírio sem cabimento, visto que estão “andando” normalmente. Às vezes não aceitam ajuda, não aceitam seguir sua nova jornada.


Suicidas também se apresentam deformados e com um agravante: percebem que a vida continua e que seu sofrimento não acabou com a morte do corpo físico.


A deformação do perispírito pode estar ligada à resgates, expiações. Num trecho do livro de Luiz Gonzaga Pinheiro, “O Perispírito e suas Modelações”, temos um exemplo de desencarnação coletiva, segue a passagem:


“Foi uma desencarnação coletiva, ligado ao carma daquele povo (Hiroshima). Como acidente de vastíssimas proporções, a retirada do perispírito antes do acidente, restringiu-se a casos isolados, levando-se em conta os méritos de cada um. (...) Alguns não desencarnaram de imediato, passando a arrastarem-se penosamente durante dias, semanas sofrendo a destruição de suas células físicas, impressionando-se mentalmente, formando cristalizações demoradas.”


O livro narra os esforços da equipe médica espiritual em restaurar o perispírito do desencarnado. Porém, a ideia fixa faz com que o reparo feito pela equipe, seja desfeito pela mente do acidentado. As pessoas são levadas para centros diferentes de tratamento, porém, precisam educar sua mente para a nova realidade. Precisam perceber a ajuda, aceita-la, ver que Deus, em sua infinita generosidade, ampara-os e que podem ver o lado positivo, afinal, de todo o mal se tira um bem, o Pai celestial sabe o que é melhor para seus filhos e vê a todos como perfeitos. Tudo ao seu tempo, mas, estamos condenados à perfeição. A nossa certeza maior é de sermos espíritos de luz.


O socorro é sempre imediato, estamos acompanhados por nossos anjos da guarda e no plano espiritual não seria diferente, porém, o que precisa mudar é a nossa forma de pensar, não só saber, mas sentir a presença divina em nossas vidas e ter a certeza de um recomeço, de uma nova oportunidade, saibamos que, do outro lado da vida, na nossa verdadeira vida, tudo é determinado pela mente, e que podemos mudar nossa sintonia e ver o que realmente é importante, nada do que é material, nem dinheiro, nem roupa, nem mesmo nossos corpos são mais importante do que carregamos em nossas mentes e em nossos corações.


Então não importa o que aconteceu, sabemos que precisamos nos resignar diante a dificuldade, pois entendemos que, num momento difícil, temos o amparo divino, e daí tiramos força para melhorar, crescer e evoluir, assim, imprimir no nosso perispírito a fé e a determinação de que conseguiremos educar nossas mentes, plasmar um “corpo” perfeito, ter a consciência de uma mente sã para que possamos nos aproximar cada vez mais das esferas mais elevadas.


Referências:


O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec


Deixe-me Viver, de Luiz Sérgio pela médium Irene Pacheco Machado


O Perispírito e Suas Modelações, de Luiz Gonzaga Pinheiro


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