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Depressão, Ansiedade e Tabu na Doutrina Espírita



No mundo todo, são mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, afetadas pela depressão, de acordo com a OMS (Folhetim Informativo de Março, 2018), é a principal causa de incapacidade e no pior dos casos pode levar ao suicídio; Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio por ano, é um índice inacreditável certo? E a OMS ainda informa que até 2020 será a doença mais incapacitante do mundo.

Cerca de 9,3% dos brasileiros sofrem com a ansiedade (OMS), e conforme dados da pesquisa conduzida por Fernando R. Asbahr, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, aproximadamente 10% de crianças e adolescentes sofrerão algum tipo de transtorno de ansiedade na vida (Revista Galileu)

Trago a vocês meus irmãos esses dados recentes sobre a depressão e a ansiedade, no intuito de faze-los refletir sobre a importância de desmistificar esse assunto, tão presente em nossa sociedade mundial, independente de raça, religião ou classe social.

Quem não conhece um amigo que sofre com alguma dessas patologias? Irmão, pai ou mãe?

A depressão e a ansiedade são consideradas o mal do século, atingindo desde crianças, jovens, adultos e idosos, mas mesmo assim considerada um grande tabu para muitos.

O que seria tabu? A palavra tabu é relacionada à proibição, censura e impureza, agora quando analisada como "tabu social" pode ser definida como proibição ou descriminação, darei como exemplo situações atuais da sociedade: práticas sexuais, homossexualidade e o nosso assunto que é o transtorno emocional e mental.

A depressão e a ansiedade afetam a vida, a disposição e a mente do indivíduo levando ao mal estar, falta de energia física e mental e muitos outros sintomas, mas abordarei apenas esses para comenta-los a frente.

No caso da depressão, é causada pela alteração de neurotransmissores no cérebro, sendo eles a serotonina, noradrenalina e em menor proporção dopamina, responsáveis por garantir a nós sensações opostas às da depressão, e quando reduzidos é ai que um anti depressivo pode agir, ajudando o cérebro a aumentar mais essas substâncias.

Já o da ansiedade, pode ser considerado a genética ou histórico familiar de transtornos de ansiedade, e passar por algum evento traumático ou estressante também por exemplo.

Depois desses fatos informativos, vamos ao foco, poderíamos dizer que depressão e ansiedade são um tabu atualmente? Sim.

Porque? A discriminação é uma dessas razões, pelos amigos, familiares e a própria sociedade que com pouca informação de como esses transtornos funcionam acabam julgando e rotulando o indivíduo de diversas maneiras e abaixo citarei algumas delas, opinando e ajudando você a refletir.

"Falta de esforço, vontade ou acomodação": como uma pessoa pode dizer tais palavras? Eu te digo o porque, ela desconhece os transtornos e como eles agem no físico, emocional e espiritual de uma pessoa, pois vêem apenas o exterior e o resultado deles no indivíduo, e presumem por si mesmos ser uma 'vitimização', uma forma de chamar atenção e receber 'mimos' das pessoas próximas. Agora me responda o seguinte, porque alguém usaria disso para chamar atenção? É a mesma coisa de dizer que a pessoa sente prazer de alguma forma de estar nessa posição, passando por angústias e tristezas, apenas para atrair um público? É uma forma errônea de ser vista, sendo assim um dos tabus.

E como dizer que é falta de esforço sendo que o cérebro não produz o necessário para que possa haver disposição e bom humor? É claro que o esforço e a vontade são essenciais para desenvolver a recuperação desses transtornos, mas rotular uma pessoa dizendo que é a falta de esforço que o leva até isso, é na verdade falta de conhecimento.

"Falta de Deus:" Nós espíritas sabemos a importância da espiritualidade em nossas vidas, de reconhecer Deus como nosso Pai Divino e misericordioso, mas seria errôneo e maldoso cogitar que esses transtornos seriam, unicamente, falta de Deus.

Sabemos que muitos deles podem ser genéticos, e isso pode ser explicado de forma mais abrangente pela visão da hereditariedade e da reencarnação, pois sabemos que muitos trazem de outras vidas a tristeza no espirito por diversos motivos.

Os distúrbios emocionais são também reconhecidos pelos mentores espirituais e trago para vocês uma explicação reflexiva de Joanna de Ângelis do livro Triunfo Pessoal psicografado pelo médium Divaldo Franco.

"Em razão do largo processo da evolução, todos os seres conduzem reminiscências que necessitam ser trabalhadas incessantemente, liberando-se daquelas que se apresentam como melancolia, insegurança e receios infundados, desestabilizando-os. Ao mesmo tempo, estimulando-se a novas conquistas, enfrentando as dificuldades que os promovem quando vencidas, descobrem o potencial de valores de que são portadores e que necessita ser despertado para as vivências enriquecedoras."

Joanna diz que trazemos conosco 'reminiscências', que precisam ser trabalhadas de forma profunda e vivenciadas para então serem dissipadas com o tempo resultando em enriquecimento, somos espíritos imortais e assim como os vícios que trazemos de outras vidas, ainda somos também portadores de 'fragmentos', e como aqui estamos falando dos distúrbios emocionais, poderia ser também visado o ciúmes, a raiva ou o ódio, que também são emoções que se ainda sentimos é porque ainda estão presentes conosco, desde outras vidas.

Em pleno século 21 nos encontramos diante de diversas mudanças, não só tecnológicas ou medicinais, mas também sociais e o tabu está sendo de fato desmantelado a cada informação compartilhada, a cada pré-conceito debatido e a cada descriminação trazida à luz. São de fato novos tempos meus amigos, e sentimos nosso ser espiritual ser renovado, olhando para o próximo não como apenas uma face entre outras na multidão e sim uma centelha divina, dando passos pequenos ou largos em direção à mudança e evolução assim como nós, enfrentando e vivendo as dificuldades diárias assim como nós e aprendendo e informando-se sobre a vida assim como todos.

E dito então que são novos tempos, pergunto à você, qual pré-conceito você ainda guarda e julga talvez por não perceber que somos de fato ainda humanos? Lembre-se dos ensinamentos de Jesus, que docemente não se cansou de nos lembrar que amar ao próximo é na verdade compreende-lo como um reflexo nosso.

Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

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