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Jesus Segundo a Doutrina Espírita



“Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.”

(Confúcio)

Jesus não era um líder religioso falando para fiéis, mas um mestre aplicando a pedagogia do exemplo e da reflexão. O ser mais puro que apareceu na Terra com o propósito de conduzir a humanidade ao caminho da evolução moral, intelectual e espiritual.

Allan Kardec na questão 625 de O Livro dos Espíritos questiona aos espíritos : “ Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?” e a resposta é simples e segura : “ JESUS”.

Jesus era um espírito como nós, porém um dos espíritos mais elevados que esteve na Terra, planeta de provas e expiações; para trazer os fundamentos da verdade e do amor auxiliando assim a humanidade. Suas qualidades e atributos foram conquistados por mérito.

No capitulo XV do Livro A Gênese, Allan Kardec intenta sobre a superioridade da natureza de Jesus: “ Como homem, tinha a organização dos seres carnais; mas como Espírito puro, desligado da matéria, deveria viver a vida espiritual mais do que a vida corpórea, da qual não tinha fraquezas.”

Não era necessário para Jesus encarnar no planeta Terra, ele veio exemplificar as leis divinas. Jesus não era dotado de algo sobrenatural, mas tinha capacidade, inteligência, luz, habilidade, evolução moral e intelectual para aplicar efetivamente a pedagogia do exemplo.

Era um simples carpinteiro que sempre buscou tocar o raciocínio lógico e a fé raciocinada consolidada com o agir na seara do bem. Sendo grande se faz pequeno por possuir o desejo incessante de fazer o bem em sua perfeição.

Para Jesus não havia santuários , templos ou lugares especiais para os seus ensinamentos, suas curas, suas orações sempre foram levadas a efeito onde se encontrava. Escolheu os ambientes mais simples para vivenciar a intensidade de suas lições e encaminhar a humanidade terrestre para o bem.

Sempre com uma palavra energética e misericordiosa de amor e luz através da fraternidade tocava diretamente ao coração sem fórmulas complicadas. Despertava a reflexão , nos ensinou a conhecer as coisas pela análise e estudo; mostrando que a fé pode ser baseada no raciocínio bem fundamentado.

Jesus não apresentava respostas prontas sempre estimulava através das parábolas as pessoas refletirem e praticarem ações planejadas na sementeira do bem.

O homem Jesus considerava que por trás de uma pessoa que fere, havia uma pessoa ferida. Por isso não exigia o que os outros não tinham para dar – não revidava, não perdia a paciência, não elevava o tom da voz. Era um educador delicadíssimo, elogiava em público, mas sempre corrigia em particular.

Quase nenhum líder vive o que discursa, mas o líder dos lideres viveu, nesse curto episódio todos os códigos que discursou no alto da montanha. Não queria rótulos, status ou poder. Ninguém lutou como ele por direitos humanos.

Jesus pensava como humanidade, respirava como a família humana, sem comparação, credo ou dogmas. Quem ama o próximo como a si mesmo é muito mais tolerante , paciente e generoso com os outros.Ele não perdia a paciência – quantas vezes deve-se dar chance para quem errou e Jesus respondia : “ Setenta vezes sete.”

Jesus mestre e guia a ser seguido, educador de almas, cooperador da harmonia universal sempre oferecendo subsídios para a nossa transformação interior rumo a felicidade plena. Exemplificando sempre que cada um é responsável por suas atitudes, atos e pensamentos., esperando que sejamos emissários do bem e da paz.

Lembremo-nos do Orai e Vigiar e sigamos pelo mundo com a escolha consciente de seguir as lições iluminadas e positivas de Jesus.

No capitulo XVII do Livro O Evangelho segundo o Espiritismo podemos encontrar a mais bela reflexão : “O Homem de Bem -O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse.

O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las.

Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.

O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.”

Vamos caminhando em tempo de regeneração seguindo os passos do mestre Jesus com muitas energias positivas!

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