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Joanna De Angelis: Uma Brevíssima História De Seus Passos Pela Humanidade



Por: Priscila Gonçalves


Um espírito dotado de grande amor fraternal, conhecimento e ternura, auxiliando-nos na prática do Bem Maior.

Joanna de Angelis, como é conhecida atualmente no movimento Espírita, vivenciou diversas outras figuras importantes nos mais diversos territórios continentais, sempre na pele de uma mulher que defendia o conhecimento a todas as classes sociais, etnias, e que, pregava o amor incondicional de Deus para os homens, mesmo que, fosse dolorosa sua morte.


Ainda como Joanna, esposa de Cusa (ou Chuza em algumas outras traduções), este era intendente de Herodes Antipas, e ambos não compartilhavam os ensinamentos do Mestre Jesus, porém, Joana já seguia seus passos amorosamente. Jesus a aconselhou a servir dentro do próprio lar, não se rebelando contra seu cônjuge, tornando-se assim, exemplo.

Após muito dissabores durante a vida, e o falecimento de seu marido, Joana então encontrava-se só, sem recursos com seu filho para criar, e assim, trabalhou até a velhice.

Eis um pequeno trecho do livro Boa Nova, de Humberto de Campos, onde Jesus expõe a Joana, esperanças de um amanhã mais feliz:


“Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações. Abjura!... exclama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.

A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas: "Repudia a JESUS, minha mãe!... Não vês que nós perdemos?!

Abjura!... por mim, que sou teu filho!..."


Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angústia que lhe retalham o coração.


Após recordar sua existência inteira, responde: "- Cala-te, meu filho! JESUS era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a DEUS!"

Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.”


Joanna serviu às causas do Mestre mesmo diante das piores dores, dos mais dolorosos sacrifícios. Foi leal e fiel a Ele até o seu último suspiro. Façamos, pois, o que estiver ao nosso alcance, para sermos leais e fieis a Deus. Sejamos a Luz, quando tudo é trevas.


Joanna reaparece na história como Sóror Juana Inés de la Cruz, ou adotando um pseudônimo posteriormente, Juana de Asbaje. Nascida em 1651, em San Miguel Nepantla, hoje cidade conhecida como Nepantla de Sor Juana Inés de la Cruz, no estado de Tepetlixpa, México.

Aprendeu desde muito cedo, a ler, escrever, além de outros idiomas. Aos cinco anos, começou a escrever poesias. Porém, aos dezesseis anos, e demonstrando uma inteligência e conhecimento acima da média para as pessoas de sua faixa etária, e desejando conhecer mais a Deus, e deixando para trás as ilusões de brilhar para as pessoas, ingressou no convento das Carmelitas Descalças, onde não se adaptou à rigidez, e decidiu então ir para a ordem de São Jeronimo da Conceição, tendo menos obrigações religiosas, e dedicou-se as letras e as ciências.

Tornou-se conhecida como a Monja da Biblioteca, admirada por todos que tinham conhecimento dela, e seus poemas e diversas obras literárias, hoje são referência em várias Universidades pelo mundo.


Sóror Juana de Asbaje, defendia o direito da mulher de estudar, adquirir conhecimento livremente, e também lecionar se fosse sua vontade. Entretanto, em 1695 houve uma epidemia de peste na região onde vivia, e ela foi vitimada aos 44 anos.

Em mais uma vida, ela veio até nós como Sóror Joana Angélica de Jesus, desta vez em terras brasileiras, mais precisamente em Salvador, na Bahia, entre os anos de 1761 e 1822, filha de uma abastada família.


Ingressou no Convento da Lapa aos 21 anos, e em 1822, aos 61 anos, defendendo corajosa e ferrenhamente a casa do Cristo, foi assassinada por soldados que lutavam contra a independência do Brasil.


Em todas as passagens, veio sempre como uma mulher forte, corajosa, sem temer quaisquer represálias a sua sede de adquirir e espalhar o conhecimento a todos. Hoje, nos presenteia com versos e obras, sem as quais, seria um pouco mais difícil aprender a trabalhar na Seara do Amor, e do Bem Maior.


Joanna com toda sua ternura e paciência, ditou uma coletânea de obras, conhecida como Série Psicológica, onde apresenta um novo olhar e foco na Psicologia Transpessoal, e nos conduzindo a compreender os mais complexos temas da humanidade, sob a Luz da Doutrina Espírita.

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