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Mediunidade e os Mentores Espirituais



O Mentor Espiritual é aquele espírito com maior depuração moral que nos guia e aconselha ao longo de nossa encarnação. Através da mediunidade conseguimos vê-los e até nos comunicarmos, como por exemplo, Chico Xavier e Emmanuel.

O Conto abaixo traz a história de Isabel Avelar, Baronesa do Café, em meados do século XIX e de sua escrava Dandara, que se torna uma de suas preciosas companhias. Ambas vêm Heitor, o mentor espiritual de Isabel, porém, por conta da época sequer tinham o entendimento do ocorrido.

O Homem de Branco

O inverno atípico era um dos mais rigoroso dos últimos anos e preocupava os Barões da região. A tensão e o medo de prejudicar as plantações de café eram quase unanimidade nas grandes fazendas do Vale do Paraíba.

A noite fria deixava o casarão da família Avelar ainda mais solitário. Isabel Avelar era casada com Martim Avelar, um dos mais influentes Barões do Café. Há duas noites que a Baronesa dormia sozinha, pois seu marido havia feito uma viagem para a cidade de São Paulo.

Aos cuidados de seus servos, a maior companhia diária era a de seu primeiro filho que ainda carregava no ventre. Isabel conversava com Joaquim a todo momento e dizia o quanto ele era aguardado.

Havia outro fato recorrente que não deixava Isabel se sentir sozinha. A matriarca da família via constantemente uma pessoa na casa, o seu mentor espiritual. Quando era criança sua mãe trouxe uma benzedeira para curar a filha que dizia sempre ver um homem de branco ao seu lado.

Era, segundo a senhora, um anjo que a protegia. A benzedeira tinha suas crenças e sabia que a palavra anjo seria a única possível para acalmar a família de tradições católicas.

Todos no casarão foram dormir e a escuridão inundava a fazenda. Para a Baronesa não houve descanso, pois sentia algumas dores o que a deixou muito preocupada. Nos poucos momentos em que conseguia dormir, sonhava com o homem segurando alguns tecidos brancos. Ele os molhava e colocava sob sua barriga fazendo com que a dor diminuísse.

Na manhã seguinte Isabel desceu até a mesa onde faria sua primeira refeição. Quando estava descendo as escadas se deparou com Dandara, uma das mais novas escravas da fazenda e cuidadora da cozinha.

Quando Isabel sentou-se à mesa e empunhou a xícara de café pode perceber a companhia do homem de branco sentado na outra ponto.


Dandara olhou para a Baronesa seguindo seus olhos para o espírito sentando no lado oposto. Servindo Isabel, Dandara pôs-se a falar:

-O senhor de Branco está aqui para te ajudar na hora do parto.

Com seu sotaque humilde Dandara chamou a atenção da Baronesa.

-Você consegue vê-lo?

-Desde o dia que cheguei aqui.

Isabel levou a xícara até a boa e num gole seco percebeu que faltava açúcar. Ela não tinha palavras, apenas dúvidas que as escondia de si mesma. A tradição católica de sua família a fizeram temer certos questionamentos.

-Heitor. – Exclamou Dandara colocando a bandeja do bolo perto de sua senhora.

-Como? – Perguntou Isabel.

Sem saber se a Baronesa estava curiosa pelo nome ou como sabia dele, falou rapidamente sorrindo:

– Eu também nunca ouvi esse nome, não.

Quando Isabel terminou de mexer o açúcar que colocará no café, pôs-se a erguer a louça vinda de Portugal. Ela não conseguira dar um gole sequer. A xícara havia caído sob a mesa após um súbito grito.

Suas mãos foram instintivamente para a barriga. Joaquim estava chegando.

Após horas no parto, enfim o nascimento. Joaquim já estava no colo de Isabel que o amamentava. Dandara subirá até o quarto dos Barões com um copo de água.

-Obrigado! – Disse Isabel de forma tímida.

-Por que senhora?

-Agora sei o nome dele e sei que ele ajudou meu filho a nascer em segurança.

-Foi nada não, senhora.

Barulhos de cavalos foram ouvidos. Martim chegou pouco antes do início da noite.

– Não fale a Martim sobre o que aconteceu. Ele não entenderia. – Suplicou Isabel nos ouvidos de sua escrava.

Dandara sorriu e balançou a cabeça.

-Nosso segredo está bem guardado, Baronesa.

Logo Martim entrou na casa. Sua felicidade foi escondida por um instante, mas só até que o medo de pegar Joaquim no colo passasse.

A família Avelar seguia sua trajetória, porém, agora com um novo membro, o querido Joaquim.

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Fonte: RBN

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