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O Autismo explicado pelo Espiritismo

Atualizado: 8 de Jul de 2019



Rafaela Paes


Inicialmente, cabe inserir como uma primeira informação acerca do tema, o que demonstra o Capítulo VIII do livro A Gênese, no item intitulado “Alma da Terra”: “O desenvolvimento orgânico está sempre em relação com o desenvolvimento do princípio intelectual; o organismo se completa à medida que as faculdades da alma se multiplicam; a escala orgânica segue, constantemente, em todos os seres, a progressão da inteligência, desde o pólipo até o homem; e isso não poderia ser de outro modo, uma vez que é necessário, à alma, um instrumento apropriado à inteligência das funções que ela deve cumprir”.

Acerca do autismo, conceitualmente pode-se explicar que se trata de um transtorno cujos sintomas são os mais variados, podendo, dependendo de seu grau, inferir em dificuldades de desenvolvimento das capacidades físicas, sociais e linguísticas; a visão, audição, sensação de dor, equilíbrio, olfato, gustação e sustentação do corpo podem ser afetadas, a fala pode sofrer atraso, bem como eles podem ter uma percepção diferente dos objetos, pessoas e situações.

Diante de tais lições, pode-se compreender que as razões que ensejam que um espírito encarne como uma pessoa autista são as mais variadas. Pode-se citar, como um primeiro exemplo, um espírito que encarne em uma determinada família espiritual, tendo previamente combinado ser portador de uma deficiência, seja ela qual for, a fim de, pura e simplesmente, ensinar àqueles que precisam aprender e praticar as leis do amor.

Há também razões tidas como internas, como por exemplo, um espírito que antes de conectar-se ao seu novo corpo físico, seja acometido por medo e desista da experiência reencarnatória. Ou seja, ele não entrou de forma efetiva no mundo físico. Externamente, podem ocorrer dificuldades no momento do parto, sejam elas por parte da mãe ou de fatores ambientais, o que o leva a também não conectar-se de forma efetiva à sua nova realidade.

Para ilustrar tais colocações, o médium Carlos Baccelli, em seu livro “Chico Xavier, à sombra do abacateiro”, conta a seguinte história:

“Certa vez, um casou aproximou-se de Chico, o pai sustentando uma criança de um ano e meio nos braços, acompanhado por distinto médico espírita de Uberaba. A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante. O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico:

- A criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamente, permanecendo dormindo a maior parte do tempo. Em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.

Após dialogarem durante alguns minutos, Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnóstico havia chegado.

- Para mim, trata-se de um caso de AUTISMO – respondeu ele.

O Chico disse que o diagnóstico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivo mesmo que tal medida, a princípio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contraindicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.

- Vamos orar – concluiu.

O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade, Chico explicou a todos que estávamos ali mais próximos:

- O autismo, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos...

E o Chico falou ao médico

- É preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. É necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permanecerão na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa. O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se (desencarnar)... Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem”.

A história ilustra de forma delicada a visão espiritual do autismo, mas diante da narrativa, cabe inserir um alerta de que aqui não se faz a afirmação de que devem ser suspendidos os medicamente receitados pelos médicos aos portadores de tal transtorno. A história serve como uma reflexão deixada por Chico, a fim de se entender o porquê ela pode ocorrer.

Sendo assim, a lição que se pode aprender com ela, é o amor. Quando diante da mencionada dificuldade, deve-se exercitar a amor, seja porque precisamos nós mesmos aprendê-lo, ou seja para ensiná-lo ao espírito que ali encontra-se. De toda adversidade aprende-se uma lição, e se há lição, há sempre um propósito maior, vindo de Deus, a fim de que a caminhada rumo à melhoria seja trilhada e alcançada.

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FONTES:

A Gênese – Allan Kardec

http://somostodosum.ig.com.br/artigos/espiritualidade/autista-no-alem-2199.html

http://www.aeradoespirito.net/ArtigosVP/VISAO_ESPIRITA_DO_AUTISMO.html

http://omundoextrafisico.blogspot.com.br/2014/05/autismo-na-visao-do-espirita.html

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