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Personalidades Espíritas: Allan Kardec



É imensa a gratidão pela oportunidade de estar falando sobre esse ser iluminado, espirito evoluído que como nós já teve experiências em outras encarnações, e reencarnou no planeta Terra com o objetivo de organizar todos os ensinamentos do mestre Jesus através da voz dos espíritos, colocando esses ensinamentos e esclarecimentos de forma pratica e auto didática, possuía espirito de organização e método. Trouxe a terceira revelação prometida por Jesus em seu evangelho, para que tenhamos hoje os esclarecimentos que tanto buscávamos, corações sedentos de conhecimento desde tempos remotos. Nos ajudou a entender o verdadeiro sentido das passagens do cristo, muitas vezes interpretada de forma equivocada. Tirou o véu que cobria os nossos olhos, fazendo-nos entender a perfeição e amor de Deus por nós.

Conheceremos hoje um pouco da história do nosso querido professor Hippolyte Leon Denizard Rivail, nasceu no dia 3 de outubro de 1804 em Lyon, terceira maior cidade da França, conhecida pelo seu festival de luz, o Fête des Lumières, esse festival fez com que a cidade fosse conhecida como "Capital das Luzes". Rivail fazia parte de uma família de Filho de pais católicos, e devoto de filósofos racionalistas, desde cedo era notável a sua propensão para os estudos de filosofia e das ciências.

Aos dez anos de idade foi enviado pelos seus pais, o juiz Jean-Baptiste-Antoine Rivail, e pela mãe, a dona de casa Jeanne Duhamel, para estudar na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Yverdon na Suiça, dirigido pelo João Henrique Pestalozzi, e tida como a escola modelo da Europa, usando como método educar o coração pelo amor, intelectual.

Por ser um aluno dedicado e ter uma capacidade incrível de absorver os conhecimentos passados pelo professor Pestalozzi, logo tornou-se seu fiel discípulo e propagador do seu método de ensino, ajudava os alunos menos adiantados e também criou cursos gratuitos para ajudar nos estudos daqueles que precisavam. Aos 18 anos concluiu os seus estudos e voltou ao ceio da família.

Em 1822 começou a escrever livros didáticos, seguindo o método de Pestalozzi, e tendo como objetivo tornar o conhecimento de forma pratica e autodidática. Conhecedor de diversos idiomas, traduzia obras de educação e moral. Dezembro de 1823, foi publicado seu primeiro livro de cunho pedagógico, Cours d’Arithmétique, (Curso de Aritmética). Após isso, publicou obras com temas diversos, entre eles: Matemática, Geométria, Gramatica Francesa, Física, Astronomia, Química, Fisiologia, etc.

Foi nos corredores da escola em que era diretor, que conheceu Amélie-Gabrielle Boudet, ou como Rivail a chamava, doce Gaby, desde o momento em que se viram pela primeira vez, sentiram uma afinidade imensa. Logo em seguida Rivail escreveu uma carta para Amélie, expressando os seus sentimentos, e pedindo permissão para visita-la pessoalmente, que logo após foi condida, pois conheciam a sua família e reputação. Iniciou-se assim as visitas e logo mais, aos 37 anos (nove anos mais velha que Rivail), em 06 de Fevereiro de 1832 , casaram-se em cerimônia civil e longe de altares religiosos.

Desde pequena possuía grande interesse pelos estudos. Professora de Letras e Belas-Artes, Amélie publicara três livros antes de conhecer o futuro marido, sendo eles: “Contos Primaveris”, “Noções de Desenho” e “O Essencial em Belas Artes”.

Já se ouviam falar sobre os fenômenos das mesas que giravam, os jornais de Paris tratavam o caso com humor e ironia. O seu amigo Fortier comentou com o mesmo sobre os fatos das mesas, ao que reagiu com descrença e ceticismo ás descrições do seu amigo (Especialista em hipnose) sobre o poder das mesas.

—“ Elas falam! Interrogadas, respondem. Uma das mesas usou os pés para ditar magníĕcas composições literárias e musicais”.

— “Só acreditarei se me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar e nervos para sentir — respondera Rivail”.

Foi Convidado pelo Sr. Fortier, funcionário público, para assistir ao espetáculo das mesas girantes, por considerar o amigo, uma figura séria e com ideias centradas, aceitou o convite. Foi em 18 de Maio de 1855, que o prestigiado professor, que já tinham estampado as capas de mais de 20 livros didáticos, chegou á casa da Sra. De Plainemaison. A presença dele aumentava a tensão e a expectativa, quem sabe ele não conseguia uma explicação cientifica, ou até mesmo algum truque. Antes que se iniciasse a reunião, Rivail verificou todo o ambiente, para se certificar de que não havia fios suspensos, vendo que tudo estava conforme, sentou para que se iniciasse. Primeiro uma harmonização, e depois deveriam ficar sentados aguardando, e assim ficaram por um longo tempo, o professor estava quase desistindo e indo embora, quando viu a mesa realizar os seus primeiros movimentos.

Rivail se uniu a um grupo de estudiosos dispostos a encarar os rodopios e ditados das mesas como objetos de estudo e não como meios de diversão. Após isso criaram um método de pancadas, para converter cada pancada em uma letra do alfabeto, depois em palavras e passando logo mais para frases inteiras. Ele retornou em outras sessões para que pudesse tirar algumas dúvidas agora latentes em sua mente. “Entrevi, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como a revelação de uma nova lei, que tomei a mim investigar a fundo. Havia um fato que necessariamente decorria de uma causa.

Qual seria a causa daqueles movimentos inexplicáveis? O que — ou quem — estaria por trás dos giros das mesas e dos ditados do além?

Há ou não uma força inteligente? Eis a questão. Se esta força existe, o que é? Qual será sua natureza e sua origem? Está além da humanidade?”

Ele decidiu usar os métodos conhecidos por ele, e assim foi se dedicando cada vez mais ao estudo do invisível. Sempre ao seu lado estava a sua esposa Amélie, que o apoiava em todos os seus projetos, neste período já estavam casados há 23 Anos. Em uma das reuniões na casa da Sra. de Plainemaison, ele foi apresentado a duas meninas Caroline e Julie Baudin, então com 16 e 14 anos, Filhas de Emile Charles e Clementine Baudin, que ajudariam em seu trabalho de forma mais aprimorada, eram médiuns.

"De estatura média para a época, 1,65m, o professor Rivail exibia a palidez salpicada de sardas de uma vida em confinamento, sempre debruçado sobre a escrivaninha do escritório ou de pé nas salas de aula, entre os alunos e a lousa. Cabelos lisos repartidos na frente, da esquerda para a direita, exibia um bigode rarefeito, aparado rente ao lábio para disfarçar uma pinta pronunciada sobre a boca. Os olhos castanho-claros e a cabeça redonda e maciça, assentada sobre o pescoço largo, davam a ele a aparência mais de alemão do que de francês".

Passando-se algum tempo, não era necessário usar as mesas para realização das comunicações. Através da comunicação de um espirito amigo, que lhes ajudará, criaram uma técnica de escrita, com um lápis e um cesto, passando depois de certo tempo a utilizarem somente as mãos das jovens irmãs. A cada nova reunião e mensagens ou respostas elaboradas vindas das irmãs, Rivail se sentia mais esperançoso, para comprovar assim a comunicação com o mundo invisível, os espíritos.

Neste momento começou a entender a magnitude da sua responsabilidade, conseguia perceber que a partir daquelas comunicações, estaria a chave dos problemas da humanidade, e as respostas para as perguntas nunca antes respondidas. Depois de alguns questionamentos, o seu mentor espiritual que participava das reuniões, lhe revelou qual a sua verdadeira missão. A de organizar e divulgar uma nova doutrina, ditada pela voz dos espíritos, capaz de revolucionar os pensamentos. Traria à tona a existência da vida após a morte, a reencarnação, a existência de espíritos, tirando assim a figura de demônios e anjos, entre outros muitos assuntos.

Mas agora tinham um pequeno problema, pois se fossem lançados os livros com o nome do renomado professor Rivail, seria mais difícil de ser notado. Então para resolver a situação e dar destaque as suas obras sobre o invisível, ele adotou o pseudônimo de Allan Kardec. Nome relevado pelo espirito amigo de Zeero, que participava das reuniões, no começo com tons de brincadeira e descontração, logo após assumiu um tom sério. Esse nome carregava a sua história vivenciada em outras vidas, na época do imperador Júlio César, entre 58 e 44 anos antes de Cristo. Queria assim diferenciar as suas obras literárias e as obras ditadas pelos espíritos. Na manhã de 18 de Abril de 1857 lançou o livro dos espíritos, e para sua surpresa vendeu mais do que o esperado. Logo após o lançamento os curiosos se afastaram, pois não existiam mais brincadeira nem espetáculos de mesas que giravam e divertiam o público. Figuras importantes começaram a ler e estudar os fenômenos e casos relatados. Foi através das revelações realizadas pelas comunicações dos espíritos, e o método de codificação e organização realizadas pelo Allan Kardec, que hoje conhecemos o invisível e conseguimos ter respostas que tanto almejava o nosso espírito eterno e a nossa consciência na Doutrina Espirita.

Eram muitas as novidades, e um mundo novo e eterno se desvendava. A morte do corpo físico não era o fim, mas o começo.

No dia 01 de Janeiro de 1858, lançou a Revista Espirita, publicada mensalmente, até o ano de 1869, e neste mesmo ano fundou a primeira sociedade espirita parisiense de estudos, com o objetivo de realizar estudos relacionados ao espiritismo, e favorecer o seu progresso.

Após isso foram lançadas as obras: O livro dos Médiuns em Janeiro de 1861, O evangelho segundo o espiritismo, em Abril de 1864, O céu e o Inferno em Agosto de 1865, e A Gênese em Janeiro de 1868.

Além dessas obras, Kardec publicou o livro, O que é o espiritismo, em 1859, O espiritismo e sua expressão, e Viagem Espirita em 1862.

Allan Kardec faleceu em sua casa em Paris, no dia 31 de Março de 1869, com aneurisma aos 65 anos. Faleceu fazendo o que mais gostava, trabalhando as suas anotações. Após o seu desencarne foi publicado o livro: Obras Póstumas, ao qual estava escrevendo.

Que Kardec seja o nosso exemplo de perseverança e disciplina, nos guiemos nos ensinamentos trazidos através dos espíritos, por esse ser de luz.

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