• Letra Espírita

Princípios da Doutrina Espírita

Atualizado: 23 de Jan de 2019


Ariel Telo

O Espiritismo, doutrina com tríplice caráter – religioso, filosófico e científico – foi concebida e codificada por Allan Kardec, por meio dos ensinamentos dos Espíritos. Por isso, diz-se, a doutrina foi “codificada”, uma vez que não foi criada por Kardec, mas tão somente transcrita e comentada.


Enquanto religião, o Espiritismo é cristão, pautado na existência de Deus, na imortalidade do espírito (alma, assim denominada pelas demais religiões cristãs), na reencarnação, na pluralidade dos mundos e na evolução moral mediante a aplicação rigorosa dos ensinamentos de Jesus.


No entanto, por falta de contato com a Doutrina Espírita, muitos cristãos de outras ordens se surpreendem ao encontrar, no Espiritismo, a preocupação com a prática da caridade, da reforma moral, do ensino e da prática do Evangelho de Jesus. Isso porque, ao contrário do que se imagina, o Espiritismo, justamente por ser cristão, tem muito mais pontos em comum com as demais crenças cristãs ortodoxas do que aspectos divergentes.


Assim, para que aqueles que se interessam em conhecer um pouco mais sobre maravilhosa Doutrina, separamos os principais pontos do Espiritismo, retirados do Livro dos Espíritos, com comentários explicativos, para melhor compreensão dos tópicos doutrinários.


“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Criou o Universo, que abrange todos os seres animados, e inanimados, materiais e imateriais”. Tal crença já era e sempre foi consolidada em qualquer religião cristã. Na definição dada pelos próprios espíritos, Deus é “A inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”.


“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos”. O mundo invisível é aquele espiritual, que não podemos ver. Isso também não contraria a crença cristã ortodoxa, tendo em vista que creem em Deus, anjos e demônios, os quais também não podemos ver. Eles estão em algum lugar, que é, justamente, o mundo espiritual.


“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita”. Isso também se pode depreender dos próprios textos bíblicos. Se Deus nunca tivesse criado a Terra, ainda assim haveria um lugar, que é o mundo espiritual, preexistente. A Terra, além disso, não é o principal lugar. A crença cristã é na vida após a morte, e almeja-se o paraíso, ou seja, um mundo além desse nosso, que seria um mundo melhor, um mundo “principal”. Por outro lado, essa Terra é passageira, bem como a vida nela; é algo secundário.


“Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade”. Aqui os espíritos se referem ao corpo. Também não há contradição com a crença cristã ortodoxa, visto que creem na “alma”, aqui empregada como sinônimo de “espírito”, que é algo que anima o corpo, mas está além dele e a ele subsistirá.


“Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e intelectual sobre as outras”. O nosso aspecto humano é meramente nossa forma material, já que a forma do espírito não se confunde com o invólucro material que o reveste. Somos um espírito que tem um corpo, cuja espécie é a humana. Além disso, a espécie humana, por ser animada por espíritos com senso de moral mais elevado, distingue-se das demais espécies animais.


“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório”. Kardec, para fins pedagógicos, com base nos ensinamentos dos espíritos, fez a distinção entre os conceitos de “alma” e “espírito”, entendendo-se por alma aquele espírito que habita um corpo material (um encarnado, ou, na linguagem comum, aquele espírito que está vivo na Terra).

“Há no homem três coisas: 1º, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3º, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito”. O que há de novo aqui, diferente de todas as outras crenças cristãs, é esse 3º ponto, que os espíritos esclareceram se tratar de uma ligação entre o espírito e o corpo, chamada “perispírito”, que é algo que remete a um caráter mais científico do Espiritismo.


“Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos”. O ser humano nada mais é do que um espírito que habita um corpo animal, sofrendo as influências biológicas deste (pelo que detém necessidades fisiológicas), mas cuja origem é eminentemente espiritual.


“O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições”. Aí se explica que o espírito, quando perde o corpo, mantém o períspirito, uma espécie de segundo corpo, que às vezes pode se fazer visível como é no caso das “aparições” ou “visões”, muitas vezes relatadas por muitas pessoas ao redor do mundo, inclusive aceita pela maioria das religiões cristãs.


“O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato”. O espírito é algo concreto e passível de ser estudado, tarefa da qual se incumbe o Espiritismo, por seu caráter científico.


“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem: são os anjos ou puros Espíritos. Os das outras classes se acham cada vez mais distanciados dessa perfeição, mostrando-se os das categorias inferiores, na sua maioria, eivados das nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc. Comprazem-se no mal. Há também, entre os inferiores, os que não são nem muito bons nem muito maus, antes perturbadores e enredadores, do que perversos. A malícia e as inconsequências parecem ser o que neles predomina. São os Espíritos estúrdios ou levianos”. Os espíritos que se comunicaram com Kardec foram inúmeros. Alguns, muito bons; outros, piores do que os próprios Homens. Em comparação com o cristianismo ortodoxo, podemos dizer que é como se tanto anjos como demônios tivessem se comunicado. Isso prova a variedade deles, e como é simples distinguir os bons dos maus.


“Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral”. Por mais que essa visão não seja literalmente compatível com alguns trechos na bíblia, é, no entanto, compatível com a ideia de um Deus justo e bom, bem como não contraria nada dito pelo próprio Cristo. Do contrário, vai ao encontro do que Cristo disse: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” e “Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Provavelmente, a maior controvérsia entre o Espiritismo e as demais religiões cristãs reside nesse tópico.


“Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de Espírito errante”. Por espírito errante, entenda-se o espírito desencarnado, aquele que está habitando uma das muitas moradas da casa de Deus, aguardando pelo reencarne.


“Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos”. Isso explica o fato de existirem pessoas boas e pessoas más. Ora, Deus, justo como é, não criaria seres em diferentes graus de perfeição intelectual e moral. As pessoas mais elevadas já passaram por mais vidas e experiências, enquanto as mais imperfeitas ainda têm muito a aprender.


“A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria erro acreditar-se que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal”. Isso porque a reencarnação serve como ferramenta para a evolução, de maneira que não haveria razão em retroceder ao nível de um animal.


“As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição”. Deus é justo e nos dá condições semelhantes para a evolução. Mas, dado o nosso livre arbítrio, podemos atrasar o nosso progresso por conta das nossas falhas morais, mas nunca retroceder. E evolução é constante.


“As qualidades da alma são as do Espírito que está encarnado em nós; assim, o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito, o homem perverso a de um Espírito impuro”. O corpo físico não é fator peremptoriamente determinante quanto às qualidades morais que o espírito encarnado apresenta.


“A alma possuía sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de se haver separado do corpo”. A preexistência do espírito ao corpo, bem como a subsistência do espírito ao corpo também pode ser encontrada na bíblia, a exemplo do livro de Jeremias: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta”.


“Na sua volta ao mundo dos Espíritos, encontra ele todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança de todo bem e de todo mal que fez”. Deus nos permite reencontrar aqueles que amamos após a vida terrena, já que a morte não existe, senão aquela do corpo físico. A família espiritual que podemos reencontrar um dia é enorme!


“O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria; o homem que vence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em cuja companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal”. Tais são os pontos pregados pelo Cristo: desapego às coisas mundanas, meramente materiais, em detrimento das coisas de caráter espiritual, as chamadas “Coisas de Deus” por nossos irmãos de outras religiões.


“Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo”. Parte-se do pressuposto de que Deus jamais criaria algo inútil, razão pela qual haveria vida nos diversos globos e sistemas solares espalhados pelo universo. É mais uma demonstração da grandiosidade de Deus e de toda a sua criação.


“Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós”. É de se ressaltar que muitos espíritos fazem morada aqui, na Terra, mesmo desencarnados; outros estão conosco para nos auxiliar; outros, ainda, habitam outras esferas, de maneira que a frase “Há muitas moradas na casa de meu pai” tem o seu sentido mais bem compreendido sob a ótica Espírita.


“Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo”. Tal é o caso, por exemplo, da manifestação de línguas em igrejas chamadas evangélicas, dentre outros fenômenos taxados como “sobrenaturais”, ou, ainda, como “obra do demônio”. Nada mais são do que fenômenos de ordem espiritual, perfeitamente explicáveis à luz da razão que traz o Espiritismo.


“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal: é-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles”. Muitas igrejas falam na ação do “inimigo” ou do “diabo” sobre nossas ações. Por outro lado, temos as “inspirações” ou “intuições” divinas. É a mesma coisa, nos moldes do Espiritismo: a influência que os espíritos bons e maus [anjos/ demônios] exercem sobre nós.


“As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumentos”. A existência de médiuns e dessa comunicação do mundo visível com o invisível é outro fato notório e que não pode ser negado, pois há isso desde que o mundo existe, e mesmo hoje pode ser visto em qualquer religião, o que se apresenta das mais diversas formas.


“Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante evocação. Podem evocar-se todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros, como os das personagens mais ilustres, seja qual for a época em que tenham vivido; os de nossos parentes, amigos, ou inimigos, e obter-se deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se encontram no Além, sobre o que pensam a nosso respeito, assim como as revelações que lhes sejam permitidas fazer -nos”. Por evocar, entenda-se “chamar”, “pedir para que se manifestem. É evidente que o pedido pode não ser atendido, ou, ainda, atendido por um espírito que finja ser a pessoa [espírito] evocada. Por isso o cuidado e o compromisso tão grandes que o Espiritismo tem com o método científico e com a análise racional das comunicações, na qual deve prevalecer o bom senso.


“Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro”. Onde há união de pensamentos e comunhão de propósitos no bem, a presença dos espíritos bons se fará. Por isso Cristo disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.


“Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade. A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconsequente, amiúde trivial e até grosseira. Se, por vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à custa dos que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos com falazes esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, na mais ampla acepção do termo, só são dadas nos centros sérios, onde reine íntima comunhão de pensamentos, tendo em vista o bem”. À luz da razão e do bom senso, pode-se distinguir quais ensinamentos são bons e quais não são, sem que se parta da ideia de que o bom ensinamento só o é porque parte de determinada pessoa, ou porque tem como base certo dogma.


“A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações”. Os ensinamentos do Cristo têm caráter de autoridade moral absoluta, sendo Ele o nosso modelo mais perfeito a ser seguido.


“Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas; que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra”. Esse é um dos principais pontos que resumem o Espiritismo. E, mais uma vez, não opõe objeções aos ensinamentos de Jesus; do contrário, vai ao encontro de todos deles.


“Mas, ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final”. É a negação da ideia de inferno como local de sofrimento eterno. No entanto, tal concepção não diminui a absoluta justiça de Deus. Pelo contrário, todos os erros [assim entendidos os pecados] serão expiados, de acordo com a Justiça Divina, porque Deus é soberanamente justo e bom; mas o será na medida correta, não para sempre. É esse ensinamento que haurimos do trecho bíblico que diz que “nenhuma ovelha se perderá”.


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