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A Missão do Homem Inteligente


Milena Araújo

A inteligência que serve ao homem possui diversos graus de potencialidades e vem se manifestando na sociedade nos diferentes grupos étnicos e condições sociais. A capacidade como cada um utiliza dessa inteligência dependerá dos compromissos assumidos na erraticidade. Conforme o grau de elevação moral do espírito e atuação do seu livre-arbítrio, o indivíduo poderá condicionar a sua inteligência tanto para o bem como para o mal.


No capítulo Bem–Aventurados os Pobres de Espírito, do livro Evangelho Segundo o Espiritismo, encontra-se a descrição da missão do homem inteligente. Este atributo sagrado está a serviço do progresso da Humanidade, cabendo aqueles que a possuem desenvolvê-la em favor do bem de todos e jamais envaidecer-se de possuí-la; “Não vos ensoberbeis do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer que a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Ele.”


Envaidecido pela capacidade extraordinária, o homem vem utilizando sua inteligência para atender a interesses próprios e por conveniências. Ainda hoje deseja viver dias promissores a qualquer custo, mesmo se arriscando a colher os maus frutos do seu egoísmo. No decorrer dos séculos, inúmeros acontecimentos significaram sofrimentos e flagelos à Humanidade dado aos abusos dessa inteligência como também de outras faculdades humanas.


E o que pode esperar aquele que abusou do bem divino?


“(...) que fazer com o trabalhador desatento que estraçalha no mal todos os instrumentos perfeitos que lhe são confiados?”, questiona Emmanuel no livro A Caminho da Luz.


Segundo a instrução dada pelo Espírito protetor, Ferdinando, “... atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.”, pois que serviu de empecilho ao avanço da Humanidade, atuando em direção contrária à vontade de Deus. Esclarece ainda que “(...) não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu.”


Portanto, através da inteligência marcante que o distingue dos demais, Deus concede ao homem a oportunidade valorosa de trabalho e progresso. Deverá vencer paixões e ilusões que a materialidade impõe, em obediência à vontade soberana de Deus.


“A inteligência é rica de méritos para o futuro (...) A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se?”


Referências Bibliográficas:


KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 131ª ed, p. 121, Brasília: FEB, 2013.

XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz. 38ª ed, p. 33, Brasília: FEB, 2013.


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