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Ciência e Evolução Espiritual dos Animais



Localizada a questão da evolução espiritual dos animais, antecedendo nossa própria evolução, cria-se conceitos que assustam até mesmo os mais progressistas estudiosos do espiritismo. Sem contar que não fugimos à pergunta: mas e a Ciência??

A veterinária e professora universitária Irvênia L. S. Prada expõem em sua obra “A questão espiritual dos animais” algumas respostas bem como sua antiga preocupação com questões éticas sobre a utilização de nossos irmãozinhos menores nas faculdades de veterinária.

Peço vênia para transcrever alguns trechos de referida obra.

Antropólogos e biólogos da atualidade admitem que o gênero humano tenha evoluído a partir de um tronco de primatas representado por algumas espécies de Australopithecus que teriam vivido no sul da África há 3,5 milhões de anos. O esqueleto mais completo que se tinha de um Australopithecus, descoberto na década de 1970, era de uma fêmea, que os antropólogos apelidaram carinhosamente de “Lucy”. Uma das abordagens para explicar o motivo pelo qual o Australopithecus assumiu uma postura erta, é o fato de devido a mudanças no relevo de seu habitat, ter que percorrer longas distâncias caminhando, para a procura de alimento, o que favoreceu a assumir esta postura ereta.

Em 2010, decobriu-se na Etiópia, Africa, o mais bem preservadofóssil de um Australopirhecus afarensis, o do bebê Dikika, como ficou conhecido, uma menina de cerca de 3 anos que teria vivido há 3,3 milhões de anos. Junto com Lucy e um outro espécime, os antropólogos encontraram pistas de serem eles criaturas que reuniam características tanto de macacos – como mo rosto alongado e os ombros adaptados à escalada em árvores – quanto de seres humanos, como a acomodação da cabeça do fêmur no acetábulo e a disposição verticalizada dos raios ósseos do fêmur e da tíbia, indicativos de bipedalismo.

As análises criteriosas do bebê Dikika, demonstraram que da cintura para cima era “macaco”, enquanto da cintura para baixo apresenta características mais “humanas”. Isso tem um significado extraordinário, pois evidencia o fato de que o indivíduo primeiro teve de construir as suas bases de sustenção, para depois desenvolver o seu cérebro. Após estas constatações, os estudos foram mostrando aos antropólogos e biólogos como se deu a evolução para carregar o filhote, andando em apenas duas patas, o fortalecimentos dos laço sociais e afetivos que tal fato resultou bem como a expansão do neurocrânio e aparelho fonador.

As explicações que a Doutrina Espírita traz é o fator diferenciador e que preenche todas as lacunas deixadas pelos cientistas. No livro Evolução em Dois Mundos, primeira parte, capítulo X, André Luiz assim se manifesta: “É assim que, atingindo os alicerces da Humanidade, o corpo espiritual do homem infraprimitivo demora-se longo tempo em regiões espaciais próprias, sob a assistência dos Instrutores do Espírito, recebendo intervenções sutis nos apetrechos da fonação para que a palavra articulada pudesse assinalar novo ciclo de progresso.”

Isso significa que a evolução do aparelho fonador do corpo material do Australopithecus deu-se de maneira a receber o espírito que também vinha evoluindo a fala em outros planetas.

Em A Gênese, capítulo XI, lemos: “15. Corpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros espíritos humanos, necessariamente pouco avançados, que vieram encarnar-se na Terra (...). 16. Como não há transições bruscas na natureza, é provável que que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra pouco diferissem do macaco em sua forma exterior e, sem dúvida, também quanto à sua inteligência”.

É inquestionável que as conclusões a que chegaram os cientistas sobre a evolução humana são as mesmas que nos trazem a doutrina espírita sobre a evolução do espírito animal para o espírito humano.

Na obra “A caminho da luz” encontramos mais informações sobre este fato com os esclarecimentos de Emmanuel: os antropóides das cavernas espalharam-se, aos grupos, pela superfície do globo, ao longo dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras. Extraordinárias experiências foram realizadas então pelos mensageiros do invisível, até fixarem no “primata” os característicos aproximados do homem futuro (capítulo II). E como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer. Considera-se, às vezes, como afronta ao gênero humano, a aceitação dessas verdades. Estendeu sobre eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida (capítulo XVII).

Seria pretensão esgotar o assunto somente em um tópico. Uma vez que tivemos a oportunidade de apresentá-lo sob s forma de “ESTUDO”, continuaremos a tratar deste nos próximos artigos.

Para evoluir é necessário estudo.

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