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Posvenção do Suicídio no Espiritismo



Hoje vamos falar sobre “posvenção do suicídio”. Você sabe o que é?

Em geral, o termo “posvenção” refere-se aos cuidados oferecidos a alguém que sofreu algum tipo de trauma. Assim, a posvenção do suicídio refere-se a tudo o que se relaciona aos cuidados necessários com os enlutados por alguém que tirou a própria vida.

Tal preocupação se justifica, especialmente, pelo fato de que indivíduos que perdem um ente querido por suicídio são um grupo de risco para o comportamento suicida. Ou seja, é comum que o sobrevivente tenha desejo de tirar também a sua vida por causa da intensa dor da perda, além de fatores mais específicos ocasionados por especificidades desse tipo de morte. Sentimentos de culpa, raiva, vergonha e desamparo são intensos. Dúvidas e questionamentos sem respostas atormentam a mente do enlutado (ex.: e se eu tivesse agido de maneira diferente, será que teria evitado a morte dele? Por que ele fez isso? Se eu tivesse telefonado para ele, teria mudado alguma coisa?).

Colin Murray Parkes (autor do livro “Luto: estudos sobre a perda na vida adulta, 3ª edição, Summus Editorial, 1998), um dos grandes especialistas em luto, assevera que “a irritabilidade e a raiva no luto variam de pessoa para pessoa, de família para família, e de períodos para períodos. Às vezes, é dirigida a outras pessoas, e ao próprio enlutado, como auto-acusação ou culpa”.

No trabalho de prevenção ao suicídio e, sobretudo, nas palestras realizadas nas casas espíritas acerca do tema bem como artigos e demais materiais de estudo, é necessário que tenhamos cuidados especiais com o que é dito, pois podemos ferir a suscetibilidade de familiares e amigos próximos ao suicida, com informações corretas e precisas porém, novas para aqueles que ainda não têm tanto conhecimento ou contato com as obras espíritas que tratam do assunto.

É por isso que o tema posvenção vem ganhando cada vez mais espaço e chamando atenção dos envolvidos com o assunto, especialmente, no que diz respeito à necessidade de criação de grupos específicos para cuidar daqueles que sofrem o trauma do luto pelo suicídio.

Sabemos que existe uma carência muito grande no sistema de saúde (público e privado) para lidar com o suicídio. Até mesmo profissionais da área de saúde psíquica têm dificuldades em se aproximar dos familiares e amigos após o fato. Se assim é, imagine os leigos!!!! Ao tratar a questão “suicídio” é necessário assumir uma abordagem pela vida, buscando mostrar o que o Espiritismo ensina acerca desta questão, orientando à leitura de obras específicas que tratem do tema, sempre com a sensibilidade de apreender o grau de capacidade de compreensão daquele que busca ajuda. Mas, é preciso especialmente, ter em mente que os familiares e amigos que buscam auxílio neste momento, integram um grupo de risco de possíveis casos de depressão, obsessão e suicídio e necessitam de atendimento, cuidados e orientações específicas.

O suicídio traz consequências avassaladoras para as pessoas que são impactadas por esta morte. Portanto, ao estudarmos todas as questões que envolvem o suicídio, em todas as suas etapas, é necessário incluir o sofrimento que atinge as pessoas próximas ao suicida, ampliando o rol de conhecimento e estudos bem como de serviços de apoio oferecidos pelas casas espíritas.

A tragédia do suicídio é ampla e de alcance indeterminado e cabe a nós, trabalhadores da última hora, lutar para que as palavras do Cristo prevaleçam sobre as trevas interiores de cada um.

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