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Sonhos Lúcidos e o Espiritismo


Carla Silvério


A questão dos sonhos é, desde a antiguidade, de interesse universal e intensamente estudado por filósofos, psicanalistas, psicólogos, e grandes pensadores da humanidade.


Sonho lúcido é o termo que se refere à percepção consciente que temos de um determinado estado enquanto sonhamos uma experiência da qual temos uma recordação muito clara ("lúcida") e nítida, com controle sobre as ações praticadas nos sonhos e todo o desenvolver da narrativa vivenciada no conteúdo do sonho.


Sob o ponto de vista médico, a neurociência já atestou a veracidade dos sonhos lúcidos, enquanto fenômenos psicofísicos no campo da neurofisiologia dos sonhos, sendo resultantes da atividade cerebral humana quando em estado do chamado sono REM ou estado mais profundo do sono, classificando os sonhos lúcidos como fenômenos da “proctociência”.


Stephen LaBerge, renomado pesquisador do assunto, definiu o sonho lúcido como "sonhando enquanto sabemos que estamos sonhando."


O mesmo entendimento é encontrado já nas obras de Aristóteles, posteriormente em Santo Agostinho e mais adiante em Tomás de Aquino.


A consciência sabe que tudo ali é um sonho. Mantém a capacidade de reflexão e senso crítico e, a partir dessa percepção, pode literalmente dirigir o seu próprio sonho criando e ampliando ou mesmo mudando totalmente a realidade projetada no mesmo.


No sonho lúcido, você deixa de ser um personagem inconsciente da narrativa experimentada e subitamente acorda nela com capacidade de raciocínio, memória e percepção da estrutura do sonho, pois sabe que está sonhando.


Nesses momentos, pode-se descobrir mais de si mesmo, de sua personalidade, medos e sentimentos profundos, que em situação diversa não seriam encaradas. Pode-se também encontrar soluções ou respostas para muitas das questões que quando consciente e desperto não encontraria, pois, guardados nos porões da alma.