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VICIAÇÃO ALCOÓLICA


Silvio Cardoso Mesquita Junior

Um dos hábitos comuns mais antigos da humanidade diz respeito ao consumo de bebida alcoólica. “Acredita-se que a aproximadamente 10.000 anos o ser humano começou a desenvolver este costume a partir da fermentação de bebidas provenientes da agricultura” (1), em uma época em que os meios de subsistência eram escassos ou digamos, mais difíceis, por conta da falta de tecnologias relacionadas a nutrição humana. Porém hoje, obviamente, os tempos são outros, os recursos estão cada vez mais aprimorados e sabemos por meio da ciência voltada à medicina dos malefícios que esta prática causa não somente ao corpo, nem tampouco a vida de quem faz uso continuo de bebidas de álcool, mas para a família e pessoas próximas envolvidas, de modo que o Dr. Dráuzio Varella usa a afirmação de que: “Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada”. (2)


As informações do “conhecido Doutor”, em poucas palavras nos trazem conteúdo que muito provavelmente já tenhamos tido acesso em algum veículo de informação, mas a visão por um viés mais complexo e esclarecedor como o do espiritismo não estão presentes na televisão em horário nobre, então vamos adentrar às portas da Doutrina Espírita para sabermos o que ela nos oferece por meio da razão espiritual.


Como já sabemos, o alcoolismo é um vício, que acomete o ser, o tornando como um escravo de suas próprias escolhas e imperfeições, as quais todos temos, mas devemos lutar contra de forma a progredirmos em direção a felicidade prometida por Jesus àqueles que alcançarem o Reino dos Céus. Muitos de nós chegamos a atribuir a outros a culpa por escolhas que nos levam a situações degradáveis, porém Cristo também nos falou: “Vós sois Deuses...” elevando-nos ao posto de senhores de nossas próprias vidas, como seres maduros e já preparados para criar e carregar o peso das consequências das nossas próprias escolhas, assim, referente as escolhas de seguir ou não o caminho do vício a questão de número 265 de O Livro dos Espíritos nos elucida dizendo: “Se certos Espíritos escolhem o contato com o vício como prova, há os que escolher por simpatia e pelo desejo de viver em um meio adequado às inclinações, ou, ainda, para poderem entregar-se livremente às suas preferências materiais?

R: “Há, por certo, mas apenas entre aqueles cujo senso moral ainda é pouco desenvolvido. A prova decorre disso e eles a sofrem por mais tempo. Cedo ou tarde compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem, para todos, funestas consequências, que sofrerão durante um tempo que lhe parecerá eterno. Deus poderá deixá-los nesse estado até que tenham compreendido suas faltas, pedindo, por iniciativa própria, o meio para resgatá-las em provas proveitosas”. (3)


Kardec tem na resposta dada pelos espíritos a sua questão uma informação que merece ênfase no que diz respeito as consequências do vício, que nos é importante pois certamente se inclui no tocante ao alcoolismo, onde nos é esclarecido que as consequências cedo ou tarde chegam, seja por iniciativa do próprio indivíduo como reconhecedor de suas faltas ou pelos designíos de Deus no cumprimento da lei divina, e o Espiritismo sempre esclarecedor, nos traz na obra do querido amigo Francisco Cândido Xavier intitulada Nos Domínios da Mediunidade, possíveis consequências que se apresentam em determinadas reencarnações de espíritos persistentes em tal desvirtude: “Há dolorosas reencarnações que significam tremenda luta expiatória para as almas necrosadas no vício. Temos, por exemplo, o mongolismo, a hidrocefalia, a paralisia, a cegueira, a epilepsia secundária, o idiotismo, o aleijão de nascença e muitos outros recursos, angustiosos embora, mas necessários, e que podem funcionar, em benefício da mente desequilibrada, desde o berço, em plena fase infantil”. (4)


Devemos é claro, manter a serenidade e o bom senso para intendermos que cada caso se distingue por suas particularidades, existindo sempre margens de agravantes e atenuantes que envolvem cada situação, e com humilde conhecimento proveniente de estudo sério da Doutrina dos Espíritos sabemos que os méritos e esforços de cada espírito por se melhorar são sempre levados em conta por Deus que nos ampara em seu infinito amor. Neste contexto o livro Nos Domínios da Mediunidade contém uma frase que sintetiza a capacidade de cada um de nós temos para superar qualquer tipo de vício, seja ele relacionado ao alcoolismo, derivado de outras drogas ou costumes inferiores: “Usando a alavanca da vontade, atingimos a realização de verdadeiros milagres...”. (5)



REFERÊNCIAS

1 - https://cisa.org.br/index.php/pesquisa/artigos-cientificos/artigo/item/60-historia-do-alcool (acesso em 04/05/2020)

2 https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/alcoolismo-artigo/ (acesso em 04/05/2020)

3 ­­- KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 6a Edição. São Paulo: Mundo Maior Editora, 2012.

4 – CÂNDIDO XAVIER, Francisco. Nos Domínios da Mediunidade. Rio de Janeiro: Feb, 1976.

5 – CÂNDIDO XAVIER, Francisco. Nos Domínios da Mediunidade. Rio de Janeiro: Feb, 1976. =========== Conheça o do Livro Letra Espírita. Clique aqui e receba livros em casa.

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