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Promiscuidade e Prostituição


O sexo é inerente ao ser humano. Primordialmente, sua função é biológica, ao que se dá o nome de sexo fisiológico, ou seja, aquele que “diz respeito ao aperfeiçoamento genético, à reprodução e às adaptações corporais necessárias ao desempenho das funções sexuais de machos e fêmeas de uma espécie” (PEREZ, 2015; p. 23).


Entretanto, diferentemente do sexo fisiológico, há o comportamento sexual entre os seres humanos, o que engloba as “emoções, sensibilidades, reações inteligentes, comportamentos, etc.” (PEREZ, 2015; p. 23).


Pois bem, estabelecidos esses dois parâmetros para o sexo, um sendo plenamente instintivo e outro sendo comandado pelas mais variadas sensações e pensamentos humanos, há que se falar que o sexo é uma troca de energias poderosa, uma troca de fluidos vitais, hormônios e energia sutil. Com o clímax do ato, há a formação de um vínculo energético entre os parceiros, criando uma memória energética celular comum, o que acaba por ligar, permanentemente, os parceiros (BASTOS, s.d.; n.p.).


Essa troca, essa criação de vínculos, quando ocorrida em um contexto de afinidade e confiança, faz com que o casal se alimente mutuamente das energias psíquicas um do outro, funcionando em um clima de reciprocidade. Entretanto, há que se falar que hoje, vivemos na era da liberdade, e ser sexualmente livre faz parte dessa realidade, o que é uma busca por valores sensoriais. E o que mais forte há em termos sensoriais do que o sexo? Resta a pergunta, se o sexo é uma simbiose de energias e fluidos, o que agrega o sexo casual, com pessoas que muitas vezes mal se conhecem, pelo simples ato de busca pelo prazer?


Além do que foi citado acima, ao se unir sexualmente com uma pessoa, formam-se ligações com as companhias espirituais dessa pessoa, e como não há um conhecimento profundo, em muitos dos casos, não se sabe a que tipos de companhias se estará exposto (WILKON, 2015; n.p.). Acerca dessa influência espiritual, encontra-se respaldo doutrinário no Livro dos Espíritos, conforme se seguem as explicações:


Questão 459 – Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?

Resposta: A esse respeito sua influencia é maior do que credes, porque, frequentemente, são eles que vos dirigem.


Questão 465 – Com que objetivo os Espíritos imperfeitos nos compelem ao mal?

Resposta: Para vos fazer sofrer como eles.


Questão 469 – Por que meios se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?

Resposta: Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores, e destruís o império que eles querem tomar sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que suscitam em vós maus pensamentos, sopram a discórdia entre vós e vos excitam todas as más paixões. Desconfiai, sobretudo, daqueles que exaltam vosso orgulho porque vos tomam por vossa fraqueza. Eis porque Jesus nos faz dizer na oração dominical: “Senhor! Não nos deixeis sucumbir à tentação, mas livrai-nos do mal”.


Sendo assim, as companhias espirituais podem, conforme mencionado pelos próprios espíritos, nos influenciar de forma negativa, levando-nos a atos que não nos trarão nenhum bem. Muitas vezes, essas companhias podem ser vampiros que buscam o sexo desregrado (PINHEIRO, s.d.; n.p.). O autor mencionado segue dizendo que “Entre os vampiros que perseguem os encarnados terrenos, muitos são viciados ou enlouquecidos pelo sexo desregrado. Buscam em motéis, onde se hospedam, ou em qualquer lugar onde o sexo é exercido sem as devidas reservas morais de seus praticantes, vítimas para delas extrair energias vitais, compartilhando com elas do ato, e a elas se acoplando, dividindo emoções e energias. Por trás de uma compulsão sexual, há quase sempre um ou mais indutores, que não se satisfazem com uma aventura esporádica. Querem repetência, variedade, degenerescência, dominação, humilhação, permanência no clímax do orgasmo, que acaba por enlouquecê-los. Como muitos deles são hábeis hipnotizadores, conseguem dominar mentes frágeis com suas induções e fazê-las transgredir as leis naturais que devem orientar o exercício sexual saudável, no que se fragilizam e se tornam escravas de seus desejos”.


Nesse sentido, é necessário que cuidemos da qualidade de nossas trocas sexuais, já que quando pautadas no amor, essas trocas se tornam uma grande fonte de calmaria e bem-estar. Atualmente muito se confunde liberdade com libertinagem, e o perigo dessa confusão foi demonstrado através do exemplo das companhias que pode-se atrair para si com a promiscuidade, o sexo sem responsabilidade, pelo puro prazer e que nos remete aos nossos mais primitivos instintos.


Sobre a prostituição, comumente exercida por mulheres, mas que hoje também conta com muitas homens, também trazem as suas consequências. Não há aqui o intuito de elencar e muito menos julgar os motivos que levam essas pessoas a exercer tal ofício, restando ao artigo apenas a demonstração da repercussão espiritual de tais atos. Eurípedes Kuhl diz que para essas pessoas, “desenganos, dissabores, doenças e solidão já serão vividos nessa vida”. Em uma próxima encarnação, possivelmente serão portadores de “neuroses e anormalidades sexuais genéticas”. Todo o exposto na fase introdutória deste artigo também se aplica aos casos de prostituição. As companhias espirituais dos clientes também os acompanharão, agravando um contexto que já é complicado por si só, já que dificilmente consegue-se encontrar pessoas que enveredam pelos caminhos da prostituição porque gostam, sendo mais comum que ocorra como uma forma de ganhar dinheiro, por necessidade, na grande maioria dos casos.


O cerne de toda a temática reside no fato de que o sexo deve ser vivido com responsabilidade, sendo um ato sublime quando exercido dentro de parâmetros morais. Traz inúmeros benefícios e é comum a todos os seres humanos. O que se difere são as intenções, o contexto, a busca em si, seja pelo prazer puro ou pela troca dentro de uma relação de amor.


André Luiz deixa uma mensagem acerca do tema, que vale para finalizar este texto e deixar uma reflexão a ser realizada com cuidado e carinho, sendo esses, voltados a nós mesmos. Cuidemos de nós e de nossas intenções e companhias. Estamos aqui para evoluir, por isso, vigiai e orai diante de tudo o que pode trazer excessos, enganos e consequências perigosas.


“O instinto sexual não é apenas agente de reprodução, mas reconstituinte de forças espirituais, pela qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos necessários ao seu progresso (...). Espíritos desencarnados, a partir dos de evolução mediana, entendem que o sexo é categorizado por atributo como a inteligência, o sentimento, o raciocínio, entre outras faculdades (...). Quanto mais se eleva a criatura mais se capacita de que o sexo demanda discernimento pelas responsabilidades que acarreta” (André Luiz).


Paz e equilíbrio a todos nós!


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