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A ORIGEM DO ESPIRITISMO



Rodrigo Fonseca

Entender o Espiritismo é um desafio desde sempre. Há várias afirmações em relação ao Espiritismo, tais como: seita, religião, filosofia, doutrina, etc. Mas o que é o Espiritismo? Como teria surgido e como teria chegado aqui no Brasil? Que definição teve ao longo do tempo?


Antes de respondermos tais questões, salientemos que ao falarmos sobre o Espiritismo, devemos ter em mente que se trata de uma doutrina que se divide em: ciência, que é sua maior pretensão, pois procura comprovar os fenômenos de natureza espiritual pelas leis que regem a natureza e não como obra do acaso; filosofia, posto que os conceitos Espíritas passem pelo olhar da razão, e, por último, mas não menos importante, religião, pois restaura os Evangelhos de Cristo e se preocupa em educar a moral dos seus adeptos.


O Espiritismo surge com o fenômeno das mesas girantes no século XIX. Esse fenômeno se refere às mesas que após orações e evocações, giravam e dançavam no ar. As pessoas da época se interessavam por tal fenômeno como se fosse um espetáculo. No entanto, averiguou-se que as mesas eram movidas por uma força inteligente, pois girava, dançava, dava voltas, batia, contava. Mas que forças seriam essas? E no intuito de que estariam atuando nessas mesas?


Era chegado o momento de a humanidade dar mais um passo rumo à evolução espiritual, era o “consolador prometido” que chegava e se manifestava nas mesas como forma de chamar atenção das pessoas para uma existência metafísica. A força que atuava nas mesas eram os espíritos desencarnados de seres humanos ilustres ou não que retornavam para advertir os humanos da existência de um mundo espiritual e da importância de uma conscientização coletiva acerca do Espiritismo. Se no início, os frequentadores dos bares e salões onde os fenômenos das mesas volantes aconteciam compareciam a esses lugares somente por diversão e curiosidade, com o passar do tempo iniciou-se um estudo mais profundo no intuito de estabelecer comunicação imediata entre o mundo espiritual e o mundo físico, chamando atenção de cientistas, filósofos e intelectuais tal como Allan Kardec, que dedicar-se-ia por inteiro aos estudos dos fenômenos Espíritas.


A França do século XIX não possuía solo fértil para a consolidação da doutrina, pois se tratava de um país materialista, além de a doutrina ter sido considerada fraude pelo governo em vista de falsificação de fotos de espíritos feitas na gestão de Leymarie da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.


Nos Estados Unidos, contava-se com 18 jornais espíritas, mas relembremos que, um médico não procuraria jornais sobre arquitetura, música ou culinária tal como um protestante não procuraria jornais sobre catolicismo, judaísmo e budismo, ou seja, quem procurava os jornais espíritas eram tão somente os partidários do Espiritismo, porém, os jornais espíritas afirmavam que contavam com um grande número de leitores que os mantinham. Com essa informação é possível concluir que, a imprensa que não colaborou com o advento do Espiritismo, foi a imprensa geral.


O Espiritismo não teve muito espaço na Europa e nos EUA, mas propagou-se com força aqui no Brasil, pois despertou a curiosidade das elites brasileiras, até mesmo do próprio imperador D. Pedro II, um homem dado aos estudos, leituras e constante busca pelo conhecimento. Consideremos também que o Espiritismo trouxe consolo e paz para grande parte da população brasileira num momento de grande necessidade.


Acompanhando a trajetória do Espiritismo no mundo, podemos citar 4 fases:

1- Curiosidade - onde os espíritos moviam as mesas para chamar atenção

2- Observação ou período filosófico - onde o Espiritismo é aprofundado

3- Constituição da doutrina enquanto ciência

4- Admissão onde o Espiritismo passa ser um novo culto e Influência sobre a ordem social, isto é, quando a sociedade passa a ver no Espiritismo um caminho


O Espiritismo chegou ao Brasil em 1865 e hoje encontrou neste País, o maior numero de adeptos espíritas. Ao chegar ao Brasil apesar da influência estrangeira, o país apresentou uma maneira própria para lidar com a Doutrina Espírita. No contexto histórico em que se inseria o Brasil com a chegada do Espiritismo, o positivismo se encontrava poderosamente forte, e a ciência era o respaldo de todos. A República era apontada como um sistema ideal de governo, e o abolicionismo se via com necessidade de provar para o restante do mundo que o Brasil era um país civilizado. Vale ressaltar que essas duas causas contaram com o apoio do Espiritismo, pois a doutrina pregava a fraternidade e a igualdade. Espíritas e republicanos uniram-se em prol do advento da República, posteriormente, a doutrina apoiaria também, a causa da mulher, de acordo com seus princípios. O ambiente se encontrava cosmopolita e cheio de incertezas, o que fazia com que todos aspirassem por um estado de estabilidade.


No início era uma curiosidade, um assunto a mais para se conversar, muitos desejavam saber a respeito da doutrina, nossos magistrados, a população, o clero, os jornais, enfim, todo mundo queria saber ou falar algo acerca dessa doutrina que veio para ficar e mudar o panorama religioso brasileiro, até mesmo o próprio Imperador D. Pedro II e a princesa Isabel se interessaram pelo tema. Vale ressaltar que a princesa ao ouvir sobre as reuniões espíritas, manifestou grande interesse, pedindo a amigos que consultassem os espíritos para ela.


Outro personagem da história que mostrou-se interessado foi Machado de Assis, e seu amigo francês professor Casimir Lieutaud, que posteriormente teria um papel pioneiro no espiritismo brasileiro. Lembremo-nos que a doutrina começou das camadas mais altas da sociedade às mais baixas. Mas o responsável nos primórdios no início do espiritismo em solo brasileiro foi o intelectual da Bahia chamado Luís Olímpio Teles de Menezes (1825-1893). O mesmo, ao ler o Livro dos Espíritos, se interessou pela proposta de Kardec e achou que o Espiritismo não deveria ser apenas um tema da alta sociedade, mas deveria circular entre todos. Em 1865, Teles de Menezes fundou o primeiro centro espírita brasileiro, denominado: Grupo Familiar do Espiritismo.


Considerando que o Brasil sempre fora um país católico, observemos a reação do Clero que se sentiu ameaçado e contra atacou. No início houve uma rivalidade entre as pastorais e o Espiritismo através de polemicas em jornais. Mas isso não desanimou Teles de Menezes, que em 1869, irá fundar o Écho d’Além-Túmulo, primeiro órgão da imprensa espírita lançado no país, a partir de então, o Espiritismo sairia das rodas dos intelectuais franceses e brasileiros e começaria a ser mais conhecido pela população.


O Movimento Espírita, conjunto de atividades que tem por objetivo colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviço de toda a Humanidade, através do seu estudo, da sua prática e da sua divulgação, independentemente de sua condição social, cultural, econômica ou faixa etária, vem cumprindo assim sua missão de instruir e esclarecer os homens, abrindo uma Nova Era para a regeneração da Humanidade.


Emmanuel, um dos mentores de Chico Xavier, diz que há várias formas de atendimento e de difusão do Espiritismo, ele instrui ao estudo de Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo. Para que seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade.


O centro Espírita classifica-se como: escola de formação espiritual e moral; posto de atendimento fraternal; núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita; oficina de trabalho que proporciona aos seus frequentadores a oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades.


Essa difusão se deve a grandes médiuns do passado e do presente tal como, Frederico Pereira da Silva Júnior, Albino Teixeira, Eurípedes Barsanulfo, Ana Prado, Inácio Bittencourt, Zilda Gama, entre muitos outros que se sucederam, como os atuais, Yvonne Pereira, Divaldo Pereira Franco, Haroldo Dutra, Waldo Vieira, Luis Antônio Gasparetto e principalmente Francisco Cândido Xavier, encontramos as obras desses médiuns e de outros não citados, com repercussão no exterior, tornando a doutrina Espírita assim, acessível a todos.


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