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As Religiões Espiritualistas Expandindo Nossa Visão Do Desconhecido


Por: André Franchi


As religiões têm sido objeto de estudos e curiosidade do homem desde tempos remotos. Devido a sua diversidade, seus conceitos e práticas sempre despertaram a atenção das pessoas, sendo estas religiosas ou não.


Após estudar intensamente algumas religiões e filosofias, principalmente as espiritualistas, tendo como base de formação a Doutrina Espírita e a teologia da Umbanda, considero de forma pessoal, que atualmente ainda temos uma percepção muito precária da realidade “não material” que nos cerca. Observo que não foi utilizado o termo “espiritual” aqui para que não fosse um limitador, já que existem outras realidades além da espiritual.


O Espiritismo desvendou toda uma realidade além da morte e da vida terrena, nos trazendo a certeza da continuidade desta vida em outros planos. Outras religiões como a Umbanda, principalmente a Umbanda Sagrada, que possui vasta literatura, além de mais detalhes dos planos espirituais, nos trazem informações sobre dimensões que são habitadas por outros tipos de seres que não são espirituais e nem possuem sua evolução baseada num sistema reencarnacionista como o nosso, como por exemplo, parte dos seres elementais e os seres elementares.


Então, o que sabemos de fato comparado com o desconhecido que nos cerca? Quais são nossos limites que não nos deixam perceber isto?


Ainda influenciados pelas nossas tendências do passado, deixamos que nossas crenças individuais estabeleçam um limite de mediocridade e preconceito que nos impede de expandir nossas consciências e compreender que ainda estamos muito longe de conhecer a complexidade do universo que habitamos.


Em virtude dessas nossas limitações, continuamos deturpando e desvirtuando as religiões, suas doutrinas, suas concepções filosóficas e seus livros, como sempre o fizemos no decorrer da história da civilização, fator este que nos leva a “adotar” a religião como se fosse um time de futebol ou uma ideologia política. Ou seja, a nossa religião é melhor, nossas crenças são as corretas e as outras não. Os que professam outra fé acabam sendo vistos como nossos adversários (ou concorrentes), fato que nos leva ao fanatismo religioso. Com este viés, nos privamos de “aprender” novas concepções que possam surgir, já que o universo em sua integralidade, que é regido pelo conhecido e pelo desconhecido, está sempre em transformação.


Tentar “desvendar” o desconhecido sob a ótica de uma única religião é como seguir uma trilha usando antolhos (objeto limitador da visão muito utilizado em cavalos). Podemos até visualizar o caminho que percorremos, mas estaremos perdendo as paisagens e possibilidades de perceber caminhos alternativos, talvez até melhores desses que ora temos.

É preciso entender que as religiões nos são trazidas pela espiritualidade, de acordo com as nossas necessidades e limitações, seguindo a evolução da humanidade, mesmo que esta evolução aconteça de forma mais tecnológica do que moral.


Estas religiões são como “óculos”, que vão sendo readequados, para que olhemos para o divino, para o sagrado; para que compreendamos que existe o algo mais e, que, nós fazemos parte disto tudo. Através deste entendimento, buscamos nos “conectar” com este divino para entendê-lo melhor e encontrar sentido e direção em nossas jornadas. Por isto cada um escolhe sua religião de acordo com o que acredita.


Enquanto não formos movidos pela essência destas religiões, que em teoria deveria ser a mesma: amor, benevolência, indulgência (a tolerância está aqui contida), fraternidade e caridade; continuaremos a praticar apenas seus aspectos exteriores e formalistas, seus rigores e regras, que por muitas vezes chegam a ser contraditórios em relação a esta essência.


Por que ainda temos a necessidade de impor nossas verdades, se não sabemos se elas são realmente absolutas?


Por puro medo e insegurança, pois o desconhecido nos assusta.


Por prepotência e arrogância, por nos acharmos superiores ou privilegiados.


Existe um dinamismo no universo que foge a nossa capacidade de interpretação.


O que se estudou ontem pode ter mudado hoje, amanhã!


Cabe a nós, de forma humilde, entendermos nossa condição de aprendizes, de seres imperfeitos, aceitando que em existências passadas fomos seres primitivos, movidos por instintos de sobrevivência.


Estamos aqui, ainda encarnados, pelas nossas necessidades evolutivas e em vista disso, deveríamos parar de julgar ou de emitir achismos equivocados, carregados de personalismos, que só expõem nossas limitações, uma vez que não temos conhecimento suficiente para julgar nenhuma religião.


Busquemos juntos resgatar esta essência das religiões, independente das crenças que cada um professe; entendendo que cada religião serve a cada religioso de acordo com suas necessidades, limitações e maturidade espiritual.


A ciência e a tecnologia avançam e nos trazem mais informações e conhecimentos; novas religiões eclodem para que ampliemos nossos entendimentos e percepções. Tudo é complementar no desenvolvimento da humanidade.


Por tudo o que foi refletido é preciso que não estagnemos em nossas jornadas, não percamos o foco em nossos objetivos evolutivos, entendamos que temos muito a aprender ainda, que existem muito mais coisas que nos cercam que podemos imaginar. Portanto, faz-se necessário entender e vivenciar as religiões sem discriminar esta ou aquela por não concordar, muitas vezes, com sua liturgia e seus preceitos religiosos.


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