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Embriões Congelados na Perspectiva Espírita



A modernidade e a evolução da ciência, um dos pilares do espiritismo, têm possibilitado a alguns anos, um auxílio para casais que, por motivo de expiações ou provas, não poderiam conceber um filho de forma natural. Muitas vezes, ainda no plano espiritual, abnegamos do papel paterno e materno aqui na terra na hora de programarmos nossa encarnação como forma de resgate por erros cometidos em vidas anteriores, ou por, mesmo com nossos débitos já quitados, carregarmos o medo de falhar em nossa missão aqui na Terra. Ainda assim, existem pessoas que, sem a consciência de terem programado essa impossibilidade, têm o anseio de poder gerar e criar um filho e recorre às técnicas científicas cedendo à pressão da família, do parceiro(a) ou a que a si mesmas se impõem.

Fato é, que com o avanço na medicina e a possibilidade de reprodução assistida em laboratório (in vitro), muitos casais, ou mesmo mães solteiras, buscam o auxílio médico para gerar um novo ser e dentre as técnicas utilizadas, temos a fertilização com embriões congelados e a fertilização com embriões frescos. Obviamente, esse não será um artigo esclarecedor sobre fertilização in vitro e sobre as variadas técnicas de inseminação artificial, porém, é necessário expor algumas informações científicas acerca do tema para elucidar melhor o esclarecimento doutrinário por traz de um assunto tão controverso como este.

Os embriões frescos são geralmente retirados de um doador e destinado para um casal específico, podendo vir de doação do pai da criança, ou em alguns casos, como pai infértil, mães solteiras e casais homo afetivos, pode vir da doação de uma terceira pessoa. Os embriões que são doados para congelamento, podem vir tanto de doação anônima e sigilosa, visando o lucro de quem doou, como pode vir também de uma escolha pessoal para garantir uma futura gestação, preservando a fertilidade, ou uma opção para os que são acometidos com algumas doenças como, por exemplo, o câncer, podendo após o tratamento oncológico realizar um tratamento especializado para inseminação.

Existe mais de um processo de armazenamento e congelamento dos embriões, dependendo muito da clínica e valor a ser destinado para tal procedimento, onde existem maiores e menores porcentagens de sucesso após o descongelamento e fertilização.

Após esse breve e raso resumo sobre a diferença dos embriões, sugerimos caso tenha restado alguma dúvida, a pesquisa sobre o tema para um maior aprofundamento sobre esta questão, pois existem inúmeros materiais disponíveis para elucidar suas dúvidas e abranger com maior especificidade a parte científica do que abordamos até aqui.

Do ponto de vista espiritual, para começar a abranger a questão de se há, ou não vida em embriões congelados, citando a questão número 344 de O Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec pergunta aos nossos irmãos espirituais:

344. Em que momento a alma se une ao corpo?

“A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus. ”

Explicam os espíritos para Kardec, que o a união completa entre um espírito com o corpo se dá no momento do nascimento, mas fato é, que desde a concepção, o espírito fica ligado ao corpo físico do feto que está sendo gerado, não podendo assim, nenhum outro espírito possuir o mesmo corpo. Porém, há relatos que em alguns casos, é normal o espírito vir visitar o ambiente onde irá ser gerado, para se familiarizar com seus novos pais e seu novo lar.

O espírito Miramez traz o seguinte comentário sobre esta questão 344 do L.E em sua obra ‘Filosofia Espírita’ que pode complementar nossa abordagem sobre este tema:


"É uma visão espetacular para quem o pode ver, o encontro do espermatozoide com o óvulo. Os dois trocam vibrações de simpatia, trocam fluidos imponderáveis, trocam amor, de maneira que o corpo começa a nascer, a surgir fundamentado nas bases do Amor. Óvulo e espermatozoide se unem nesse amor e a vida física surge pela presença do Espírito imortal que fecunda a matéria, ativando suas vibrações, em se ligando a ela por vários laços, por onde circulam fluidos divinos, dando alento e impulsos à forma física."

Não há formação de corpos no mundo interno da mulher por acaso; as mãos espirituais, pela vontade de Deus e supervisão de Jesus Cristo, operam a maravilha de todas as maravilhas da Terra, para nos apresentar a criança, que traz ao mundo dos homens a expressão dos anjos, falando da presença de Deus em toda parte.

Tendo em vista que foi em 1857 codificado com a ajuda da espiritualidade, o que Kardec deu o nome de espiritismo, não havia o conhecimento e estudos sobre fertilização, bem como tecnologia apropriada para congelamento de óvulos e espermatozoides, esta não foi uma questão abordada por ele. Com apenas uma pesquisa rápida no Google, podemos logo perceber que, ainda hoje, não existe uma explicação aceita por toda a classe espírita, nem estudos baseados na doutrina que sejam contundentes o suficiente para afirmarmos com cem por cento de certeza que há vida acoplada em algum espermatozoide, tornando esse, assunto de discussões entre muitos espíritas.

Existem teorias que nos trazem o esclarecimento que alguns espíritos são ligados a determinados espermatozoides para permanecer ali e fugir de seus credores por motivos de dívidas passadas, assim como dizem que um outro motivo de um espírito ‘estar’ ligado seja por ser um espírito com a necessidade de recuperar o seu períspirito, mas fato é que, nem sempre o destino do espermatozoide seja a inseminação.

Na possibilidade do falecimento do doador, por exemplo, conforme acordo feito com a clínica onde se encontra o material genético, o espermatozoide pode ser tanto jogado fora, como doado para pesquisas, ficando sem muito sentido o fundamento de que existem espíritos acoplados a eles, pois ficariam esses espíritos, a mercê da sorte ou da imprevisibilidade da vida do doador, o que seria divergente com a doutrina espírita e seus esclarecimentos de que todos os nossos atos tem um porquê e um sentido.

Finalizar este artigo, sem poder dar uma resposta concreta para você sobre o nosso tema, poderia ser frustrante, porém, de acordo com nosso desenvolvimento moral, tanto esse, como outros assuntos, não nos são permitidos maiores esclarecimentos, por não estarmos moralmente preparados para tal entendimento. Assim como novas descobertas nos tem sido possibilitada pela ciência, quanto mais evoluirmos, mais nos será dado da espiritualidade e de povos com um desenvolvimento tecnológico e moral muito superior ao nosso.

Resta a nós então, estudar e lutar diariamente contra nossas imperfeições, caminhando rumo ao conhecimento e evolução intelectual e moral na busca do bem e do amor.

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