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Fidelidade e Pureza Doutrinária ou Soberba Ideológica?


Por: André Franchi


Lembro-me da primeira vez que abordei o tema fidelidade doutrinária em um artigo, quando ainda no início dos estudos sobre a Doutrina Espírita, após ler algumas dezenas de livros sobre Espiritismo, já me considerava mais um “representante” do Consolador no plano terreno. Ainda engatinhando em termos de entender a essência da Doutrina, esbanjava conhecimento e convicção. No entanto, como quase todo estudante que se apaixona pelo Espiritismo, me esqueci do principal, que é o maior objetivo de todos nós em nossa caminhada terrena: a reforma íntima, o processo do autoconhecimento, a nossa melhoria individual!


E como acontece, invariavelmente, com todos nós, me deixei influenciar pelas minhas tendências passadas, que são comuns à maioria dos espíritas não atentos com o orgulho, a soberba e a ilusão de sermos superiores por termos esclarecimentos trazidos por meio do intercâmbio com o plano espiritual.


Entorpeci-me com o egoísmo ideológico impregnado em nosso íntimo, de acordo com nosso passado existencial; por já termos sido representantes religiosos, exímios “manipuladores” das palavras e mensagens destas religiões, de acordo com nossos interesses e conveniências de cada época vivida. Quando tivemos o sentimento de exclusividade, como se fossemos os filhos preferidos de Deus.


Nessa ocasião, da criação do artigo, tomado por toda esta carga existencial, libertei o inquisidor que já fui no passado e criei um texto digno da época da Inquisição. Exortei as novas ciências, repudiei outras religiões e por pouco não proferi sentenças destinando àqueles que não concordassem a crucificação em fogueiras, fato comum em épocas remotas.

Por sorte, como sempre faço, enderecei o artigo preliminarmente a amigos da seara espírita, que gentilmente me alertaram que a minha manifestação não estava adequada em termos da essência da Doutrina: Amor, Fraternidade, Igualdade e Caridade. Esta última, no seu sentido amplo: benevolência para com todos, indulgência para com os erros alheios e perdão incondicional e irrestrito.


Foi um choque receber estas críticas. Geralmente, é do íntimo das pessoas e, eu não fugia à regra, termos por hábito secular de repudiar toda e qualquer crítica que nos fazem ou, simplesmente, nos melindrarmos com as mesmas. No entanto, refiz o artigo por várias vezes, até conseguir uma versão mais amena e equilibrada.


Porém, mesmo percebendo todas estas minhas imperfeições com o tempo e as experiências, apenas recentemente tive acesso a um material extremamente importante e muito esclarecedor, que consiste de um estudo feito no plano espiritual sobre o perfil existencial dos espíritas, que nos traz muitas explicações sobre nossas ten