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Por que Jesus falava por parábolas?

Atualizado: 7 de jul. de 2019



Ariel Telo


“E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é isso dado. Pois ao que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado. Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não veem; e ouvindo não ouvem e nem entendem”. (Mateus, XIII, 10-13).

“Todas essas coisas falou Jesus ao povo em parábolas, e nada lhes falava sem parábolas; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca, e publicarei coisas escondidas desde a criação”. (Mateus, XIII, 34-35).

A sublime doutrina ensinada pelo Mestre Jesus revelou, à humanidade, princípios básicos de moral insistentemente reafirmados em suas falas. Com efeito, o Cristo nos chamava a atenção para a conquista da vida eterna, bem como ressaltava a importância do amor ao próximo, da caridade, da abnegação e do desinteresse pelas coisas terrenas, em detrimento do interesse pelas coisas espirituais.

Era comum, portanto, que o Mestre recorresse às parábolas, que nada mais eram do que simples narrativas, alegorias com preceitos de moral, cujo maior fim era o de transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas, que, sob a forma alegórica, prendiam a atenção de todos aqueles que ouviam.

A simbologia presente nas parábolas auxiliava na guarda e na reprodução do ensino, permitindo que Jesus transmitisse mensagens que, de outra maneira, dificilmente seriam aceitas pelo povo daquela época. Além disso, contando parábolas, Cristo evitou que, no futuro, seus preciosos ensinamentos viessem a ser deturpados, seja pela ignorância ou pela má fé dos Homens.

O uso contínuo das parábolas que Jesus fez, durante sua jornada, tinha por fim tornar os seus ensinamentos mais claros, o que fazia por meio de comparações entre os fatos da vida terrena e as matérias de ordem moral e espiritual.