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Animais e Homens Daninhos



No livro “O Consolador” encontramos na questão 62 do tópico 1, a seguinte indagação de Chico Xavier para Emmanuel: o ‘não matarás’ alcança o caçador que mata por diversão e o carrasco que extermina por obrigação?

Em resposta, o nobre mentor espiritual assim esclarece: a medida em que envolverdes no sentimento evangélico, compreendereis que todos os matadores se encontram em oposição ao texto sagrado. No grau dos vossos conhecimentos atuais, entendeis que somente os assassinos que matam por perversidade estão contra a Lei divina. Quando avançardes mais no caminho, aperfeiçoando o aparelho social, não tolerareis o carrasco, e, quando estiverdes mais espiritualizados, enxergando nos animais os irmãos inferiores de vossa vida, a classe dos caçadores não terá razão de ser. Lendo os nossos conceitos, recordareis os animais daninhos e, no íntimo, haveis de ponderar sobre a necessidade do seu extermínio.

É possível, porém, que não vos lembreis dos homens daninhos e ferozes. O caluniador não envenena mais que o toque de uma serpente? O armamentista, ou o político ambicioso, que montam com frieza a maquinaria da guerra incompreensível, não são mais impiedosos que o leão selvagem? Ponderemos essas verdades e reconheceremos que o homem espiritual do futuro, com a luz do Evangelho na inteligência e no coração, terá modificado o seu ambiente de lutas, auxiliando igualmente os esforços evolutivos de seus companheiros do plano inferior, na vida terrestre.

Ora, fácil é concluir que ao determinar “não matarás” o mandamento divino incluía não somente os seres humanos, mas, todos os seres viventes. A compreensão deste, no entanto, será ampliada conforme a evolução dos seres humanos e melhor compreensão daquilo que Jesus veio confirmar a respeito dos mandamentos iniciais e melhor esclarecer para os habitantes do planeta Terra.

Emmanuel faz ainda a comparação entre os animais daninhos e os homens daninhos. Disso resulta que o estudo acerca do evangelho e os animais não se aplica somente aos animais domesticados pelo ser humanos mas, a todas as criaturas existentes no planeta Terra. A comparação nos faz pensar que a convivência com animais peçonhentos e daninhos deve se dar de maneira cautelosa, assim como se dá com homens daninhos.

Ou seja, não é por causa destes ensinamentos que não teremos cuidados maiores em situações que nos expõem a contato com animais que podem nos levar ao desencarne... isso seria uma espécie de suicídio involuntário. O que Emmanuel nos alerta é para o fato de que a evolução se dá mesmo nestes animais assim como nos homens peçonhentos, que fazem da sua existência um verdadeiro mal à sociedade porém, que ainda estão em processo primitivo de evolução.

A nossa obrigação, enquanto seres espirituais que vivem uma experiência material é contribuir para a evolução de todos os viventes neste Planeta, desde os átomos existentes nos minerais aos humanos racionais e, quanto aos animais, sem distinção entre o gado abatido no matadouro e que encaminhado para o frigorífico e o cãozinho que dorme a nosso lado.

Reflitamos!!!!

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