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A Parábola da Ovelha Perdida



Ariel Telo

“Estavam se aproximando dele todos os publicanos e pecadores para ouvi-lo. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este acolhe pecadores e come com eles. Contou-lhes uma parábola, dizendo: qual homem dentre vós, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e sai em busca da perdida, até encontrá-la? Encontrando-a, alegre, a coloca sobre os seus ombros, e, após dirigir-se para sua casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida. Eu vos digo que, desse modo, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos, que não têm necessidade de arrependimento”. (Lucas 15: 1-7).


Cristo, quando falava, atraía para junto de si multidões imensuráveis, tamanha era a doçura e a autoridade provenientes de suas palavras. Nesse sentido, Jesus oferecia socorro, auxílio e uma nova perspectiva de vida àqueles chamados pecadores, as ovelhas perdidas.


Por isso atraía a atenção dos fariseus, que murmuravam dizendo que Cristo acolhia e até comia com pecadores e publicanos (os cobradores de impostos, muito mal vistos pela sociedade naquele tempo). Dividir a refeição com alguém, na época, significava muito mais do que se pode imaginar hoje; era como um voto de confiança e amizade. Muitos não se conformavam com a atitude do Mestre, de se dirigir tão intimamente aos mais pobres, aos aflitos, os pecadores.


Ciente disso, Jesus, mui sabiamente, contou a Parábola da Ovelha Perdida, com elementos próximos e acessíveis à população ouvinte, como sempre fazia. A ovelha era considerada um animal muito importante, pois dela provinha a lã, a carne, o leite, e até os chifres podiam ser utilizados das mais diversas formas. Ademais, era o animal mais oferecido como holocausto nos templos.


Por isso, Cristo sabia que qualquer um que, ainda que tivesse cem ovelhas, mas dentre elas apenas uma se desgarrasse e fugisse, abandonaria as outras noventa e nove e iria em busca de salvar aquela única ovelhinha perdida.


Ainda que tivesse outras noventa e nove a salvo, ao resgatar a única ovelha desgarrada, o pastor comemoraria por tê-la conseguido salvar, já que, sem o pastor, a ovelha não sobreviveria, e cada uma delas tem o seu valor único e especial.


Se é assim com os homens, tão mais seria com o nosso Pai que está no céu! Não seria possível imaginar que Cristo tivesse vindo para os perfeitos, pois disso nada adiantaria; nenhum proveito se faria. Cristo veio para os doentes, para os fracos, para os aflitos, para os pobres, para os humilhados, para os perdidos, para os pecadores.


Não nos envergonhemos, irmãos, por fazermos parte desses espíritos imperfeitos, porque a Boa Nova do Cristo é para nós! Reconheçamos as nossas imperfeições, mas não façamos disso motivo para o desânimo!


Da mesma maneira, não podemos julgar o nosso próximo pelos seus vícios e imperfeições, como se não fossem dignos do nosso amor e do nosso auxílio. Antes, aproximemo-nos daqueles que necessitam, colocando em prática todo o nosso aprendizado do Evangelho que o estudo do Espiritismo nos proporciona, pois, se até mesmo Cristo, perfeito como é, esticou suas mãos aos aflitos, curou enfermos, consolou os desesperados, também é nosso dever empenhar esforços no trabalho incessante do bem!


Tal como Jesus, não nos envergonhemos de nos aproximar daqueles que são, por vezes, mal vistos pela sociedade contemporânea. Lembremos sempre que Cristo veio oferecer a salvação para os necessitados e, como cristãos, devemos seguir a mesma trilha do Mestre!


Por outro ângulo, a parábola de Jesus nos lembra da inexistência dos tormentos eternos. Por mais que a ovelha se perca e, nesse tempo, sofra com o frio, fome e a solidão, logo aparece o bom pastor e a resgata. Da mesma maneira, Deus não se esquece de nenhum de nós, nem mesmo dos mais perdidos e desgarrados. E tamanha é a alegria quando um dos perdidos encontra seu caminho! Portanto, tenhamos o cuidado de não nos perdemos do nosso bom pastor, que é Jesus Cristo, e lembremos, com fé, que nenhuma ovelha será deixada para trás!


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