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Os Laços de Amizade



Amar, confiar e conviver com alguém que não é da família, mas que amamos tanto quanto se fosse e que em algum momento a vida nos fez cruzar, conhecer. A estas pessoas chamamos de amigos.


Ter amigos é uma dádiva. Os amigos nos ajudam, nos escutam, apoiam, dão colo, mas também dão bronca quando necessário.


Durante a caminhada pela vida terrena encontramos muitas pessoas com as quais temos afinidades, pontos em comum e logo passamos a considera-las como nossas amigas. Algumas ficam por muito tempo, outras, por um tempo menor. Juntos passamos por diversas experiências, aprendemos, ensinamos, ajudamos e somos ajudados.


No capitulo VII, questão 768, de "O Livro dos Espíritos", Kardec questiona:

768. Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem mais geral?


“O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contacto com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola.”


Estabelecemos laços de amizade por sentimento ou interesse social? Sozinhos não progredimos, ninguém é detentor de todo o saber, precisamos de ajuda e companhia para realizar nossa caminhada.


Como todos os passos que nos conduzem a evolução espiritual, erramos e acertamos. Temos medo em confiar no outro, por decepções, desilusões, falsidade. Infelizmente, não estamos imunes a situações que nos frustrem, não estamos imunes aos falsos amigos. Teremos muitas experiências, muitos acertos e erros, alegrias e tristezas, mas sempre é preciso continuar em frente. O egoísmo, a falta de amor e o apego a matéria nos causam uma certa dificuldade em acreditar que em verdadeira amizade, sem interesse, sem segundas intenções realmente existe.


O Espírito Joana de Ângelis, mentora de Divaldo Pereira Franco, nos esclareceu que:

“...Há, no mundo moderno, muita falta de amizade! O egoísmo afasta as pessoas e as isola. A amizade as aproxima e irmana. O medo agride as almas e infelicita.... A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.”


Busquemos cuidar de nossas feridas, não nos entreguemos ao ego, não tememos o amor e a aproximação de nossos irmãos de alma. Nosso Mestre deu belos exemplos de entrega e amizade com pequenos passos que podemos (e devemos) seguir para um bem maior.


Simples gestos com amor podem parecer pequenos para quem faz, mas são gigantes para quem recebe. Ouvir o desabafo de um coração angustiado, abrir os braços para um abraço sincero e carinhoso, perceber e ajudar nos problemas de quem está a nossa volta, orar e emitir boas vibrações por eles são atitudes relativamente simples mas de grande valia. São estas as verdadeiras demonstrações de amizade.


Por fim, recordemos que os laços de amizade que nos une uns aos outros vem de longa data. Façamos jus a esse tempo de que não temos consciência, mas que temos certeza em nosso coração. Como diz o trecho de uma música popular brasileira: “A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir”.


*Bruna Amorim é colunista voluntária do Blog Letra Espírita. Leia outros artigos de sua autoria clicando aqui.

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