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O Desenvolvimento da Mediunidade

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Alan Lira


Um dos papeis centrais da Doutrina Espírita é a comunicação entre os Espíritos encarnados e desencarnados. Essa capacidade de comunicação entre o mundo material e Espiritual acontece graças à faculdade que algumas pessoas possuem, de maneira ostensiva: a mediunidade.

 

Alguns podem considerar a mediunidade ostensiva como um privilégio que somente algumas poucas pessoas, em contexto geral, possuem. Entretanto Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, no item 159, define que médium é:

 

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos [...]. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns (KARDEC, 2023, p. 142).

 

Entretanto é justamente a ostensividade da mediunidade que irá qualificar ou denominar como médium quem demonstra efeitos patentes, com manifestações variáveis, tais como efeitos físicos, psicografia, audiência, vidência, entre outras.

 

Por ser algo inerente ao ser humano, a mediunidade pode ser educada e desenvolvida, a depender da disciplina moral, do estudo contínuo e responsável, e com a busca pela sua compreensão, ou por meio de experiências subjetivas, intuições, percepções extrassensoriais, ou fenômenos espirituais.

 

O desenvolvimento mediúnico de maneira ostensiva não está sujeito a regras fixas que possam ser estabelecidas como normas rigorosas a serem seguidas, e não há uma idade que possa limitar o surgimento da mediunidade, podendo ocorrer em qualquer momento da vida corpórea. O Espírito Pai José, por meio da psicografia do médium Murilo Viana, nos apresenta na obra Orientações de um Preto Velho, que:

 

A mediunidade ostensiva é algo que se desenvolve no indivíduo de forma natural, não existe uma fórmula mágica que nos transforme em médiuns ostensivos. Um fato interessante de pontuarmos é que essa mediunidade pode aflorar em todos nós a qualquer momento de nossa vida, quando nos é oportunizada a chance de trabalhar nessa área (VIANA, 2024, p. 85).



Perceber o despertamento espiritual pode acontecer de maneira sutil, em nossas atividades cotidianas, por meio de sonhos, intuições, dentre outras situações, visto que somos acompanhados e influenciados por Espíritos que estão sempre em nossas companhias. Eis que o Espiritismo contribui de maneira deveras eficiente nesse despertar espiritual, orientando com o estudo, a prática e a moralidade.

 

O estudo das obras espíritas codificadas por Allan Kardec são fundamentais para a compreensão do despertar espiritual e para a proteção do médium em desenvolvimento, a fim de que ações equivocadas possam ser evitadas e práticas inadequadas não sejam realizadas, bem como o estudo de obras de médiuns como Divaldo Franco e Chico Xavier, que nos apresentam por meio de suas psicografias, um acervo suntuoso repleto de orientações a serem consideradas.

 

Sem a prática orientada, a mediunidade pode tornar-se um imbróglio na vida do medianeiro. Confusões mentais podem ocorrer, desconfortos físicos e emocionais como o surgimento de palpitações, insônia, visualização de vultos, irritabilidade, aumento da ansiedade ou depressão, podem descontrolar a saúde física e mental do médium. Buscar orientação de pessoas mais experientes no desenvolvimento da espiritualidade, em Casas Espíritas que mantenham um trabalho sério e comprometido, que mantenha disciplina e regularidade nas suas tarefas, é fundamental para que o médium em desenvolvimento possa manter-se equilibrado, sem comprometer sua integralidade.

 

Outro aspecto o qual o Espiritismo nos convida a considerar, independentemente do desenvolvimento mediúnico, é a reforma moral que precisamos estabelecer em nossas vidas. Nossas atitudes não implicam apenas nas relações que mantemos de maneira corriqueira, mas também influenciam diretamente na maneira que nossa mediunidade vai surgindo. Nossos pensamentos, atitudes e sentimentos estão fortemente relacionados com a maneira que a Espiritualidade intervém em nossas vidas. Más ações, maus pensamentos e sentimentos inferiores irão atrair Espíritos na mesma faixa de baixa vibração, o que pode atrapalhar na maneira que conseguiremos lidar com as questões espirituais. O desenvolvimento de boas ações, do auxílio ao próximo, da prática da caridade e dos ensinamentos cristãos, são elementos salutares capazes de nos modificar moralmente e atrair Espíritos amorosos capazes de nos beneficiar na tarefa mediúnica.

 

A utilização da mediunidade voltada para o bem, ao auxílio ao próximo e ao crescimento espiritual constitui um compromisso moral do médium que, por meio do estudo, da prática e da ética, pode contribuir significativamente para o crescimento espiritual do indivíduo e para o auxílio à sociedade.

 

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REFERÊNCIAS

1 - KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. Campo dos Goytacazes: Letra Espírita, 2023.

2 - VIANA, Murilo. Orientações de um Preto Velho. Pelo Espírito Pai José. Campo dos Goytacazes: Letra Espírita, 2024.


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