O autojulgamento e a culpa
- há 1 dia
- 3 min de leitura

Guilherme Carvalho
Desperta a consciência do ser, do Self, como indica a Benfeitora Joanna de Ângelis, as Leis inscritas nelas, Divinas por excelência, aturdem a ignorância com o combate necessário das vontades, a de perpetuar onde se está e a de melhorar-se saindo de onde se encontra para mais alto.
Pela própria educação a que somos acometidos, buscamos, quando em carne, sua subsistência portentosa com luxos e regalias, esquecendo ou diminuindo a sede que o ser-Espírito possui.
Amplamente discutida pela moderna Psicologia, a culpa tem sido muito utilizada como caminho para a derrocada de vários seres: embrenham-se pelas vias do autocídio, da depressão, da ansiedade e desenvolvem, frequentemente, transtornos mentais. O autojulgamento é um reflexo da Consciência Divina que clama por melhoria de conduta; acontece que ela reclama autoavaliação e nós empenhamo-nos no autojulgamento.
Observa a Benfeitora Joanna de Ângelis em seu livro Amor, Imbatível Amor: “A culpa não diluída é terrível flagício que dilacera o ser, seja conscientemente ou não, impondo a necessidade da reparação do dano causado[...]” (FRANCO, 2024, p. 168).
O processo natural da aprendizagem evolutiva da criatura humana requer erros, porque conhecendo-se-lhe os efeitos, valoriza-se as condições harmoniosas do bem operante. Quando se vê equivocado, porém, a postura é outra, não a de culpa, mas, de arrependimento sincero, que se torna o primeiro passo para o reequilíbrio do ser.
Em O Céu e o Inferno, que no ano corrente, completa 160 anos de sua publicação, Allan Kardec, o magno organizador dos conhecimentos superiores, aponta três movimentos imprescindíveis para a renovação da criatura, arrependimento, expiação e reparação. Isto, porque, não obstante reconhecido o erro, é essencial utilizá-lo como ferramenta de autoiluminação.
A lugar nenhum, somos levados pela lamentação provocada através do autojulgamento e da culpa, há alguns ainda que vestem máscaras de puritanismo, hipócritas que se encontram, tentando negar o que se vai no íntimo.
Dor é o que causam a si mesmos. Sofrem e não entendem a razão. Buscam o essencial, a quintessência da existência, nas ordens transitórias do mundo e amargam-se depois no sepulcro que a todos chega.
Recorda do sábio da Antiguidade, como nos lembra Agostinho de Hipona, e analisa os teus passos, as vias que tem te conduzido e para onde firmas o teu derradeiro e verdadeiro olhar. Encontrarás assim, tuas motivações e traçarás objetivos nobres, porque compreenderás que a felicidade é alhures, entretanto, fomentada no íntimo, começa desde já. Abranda o olhar severo que conduzes a ti mesmo, és filho de Deus em período de experiência, errarás, não és perfeito ainda, e exatamente por isso, não te esqueças, alcançarás.
===========
Referências
1- FRANCO, Divaldo Pereira. Amor, imbatível amor. 1. ed. / Pelo Espírito Joanna de Ângelis [psicografado por] Divaldo Pereira Franco. Salvador: LEAL, 2024.
2- KARDEC, Allan. O céu e o inferno, ou, a justiça divina segundo o espiritismo / por Allan Kardec; [tradução de Manuel Justiniano Quintão]. – 61. Ed. – 7. Imp. (Edição Histórica) – Brasília: FEB, 2019.
3- KARDEC, Allan. O livro dos espíritos: filosofia espiritualista / recebidos e coordenados Por Allan Kardec; [tradução de Guillon Ribeiro]. – 93. Ed. – 8. Imp. (Edição Histórica) – Brasília: FEB, 2019.
Conheça o Clube do Livro Letra Espírita, acesse www.letraespirita.com.br e receba em sua casa os nossos lançamentos. Ajude a manter o GEYAP – Grupo Espírita Yvonne do Amaral Pereira.



































Comentários