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Uma Visão Espírita sobre o Alzeheimer

Atualizado: 8 de jul. de 2019



Rafaela Paes


Foi numa segunda-feira, 25 de novembro de 1901, que Auguste Deter, uma senhora de 51 anos, internou-se no Hospital de Lunáticos e Epiléticos de Frankfurt, na Alemanha sob os cuidados do Dr. Alois Alzheimer. Protestante reformada, casada com um administrador de ferrovias e mãe de uma filha, August D. apresentava o quadro de perda de memória, desorientação e alucinação iniciado há seis meses.

Os sintomas primários resumiam-se à crises de ciúmes excessivas do marido, posteriormente verificou-se sinais de amnésia progressiva. Auguste D. não encontrava o caminho para voltar para casa e se perdia nas ruas do bairro; carregava consigo alguns de seus pertencer e os escondiam em locais inapropriados; invariavelmente acreditava que estava sendo perseguida e as vezes gritava imaginando que alguém queria mata-la.

Em pouco tempo, o estado de demência evoluiu significativamente e já na fase final da doença a paciente encontrava-se acamada e totalmente depende dos cuidados da enfermagem. Não verbalizava, estava desorientada em tempo e espaço, seus membros se atrofiaram e por permanecer restrita ao leito, apareceram as úlceras de pressão. Logo passou a apresentar incontinência urinária e fecal e sua imunidade se deprimiu abrindo espaço para doenças oportunistas. Após cinco anos de internação, a paciente do Dr. Alzheimer faleceu.

Na necropsia, Alois Alzheimer teve a oportunidade de analisar o tecido nervoso de Auguste Deter e logo constatou uma atrofia significativa no córtex cerebral, com formação de placas senis e emaranhados neurofibrilares. O neurocientista percebeu que estava diante de uma nova descoberta. Foi então que Alzheimer elaborou cuidadosamente um artigo científico e o apresentou no 37º Congresso de Psiquiatria do Sudeste da Alemanha (South – West – German Society of Alienists) realizado no ano de 1906, com o título: “Uma Doença Peculiar dos Neurônios do Córtex Cerebral”. A doença que até então era desconhecida, mais tarde recebeu o nome do pesquisador que a descreveu, tornando-se conhecida como Doença de Alzheimer”.

Entendido como a doença foi descoberta, apenas a título de curiosidade, esta a pergunta: A Doença de Alzheimer está relacionado com a espiritualidade?