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A Codificação de Allan Kardec



Rafaela Paes

A codificação de Allan Kardec está no pentateuco espírita, que é composto pelos seguintes livros:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo

- O Livro dos Espíritos

- O Livro dos Médiuns

- O Céu e o Inferno

- A Gênese.

O artigo de hoje tem como objetivo trazer ao leitor uma breve explanação acerca de cada um dos livros relacionados acima, incitando o estudo da Doutrina Espírita aqueles que assim desejarem.

O Evangelho Segundo o Espiritismo traz consigo o ensino moral de Jesus Cristo para os cristãos de qualquer religião. O livro foi desenvolvido por espíritos de luz por meio de comunicações que foram obtidas, organizadas, comentadas e oferecidas ao público por Kardec. Sua introdução, item I, nos traz o objetivo da obra, que aqui resumimos para compreensão: “As matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes: os atos comuns da vida de Cristo, os milagres, as predições, as palavras que serviram para fundamentação dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral. Se as quatro primeiras foram objeto de controvérsias, a última se conservou inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se inclina [...]. Todos admiram a moral evangélica; todos proclamam sua sublimidade e sua necessidade, mas muitos o fazem por confiança, por causa daquilo que ouviram dizer a respeito ou porque acreditam em certas máximas que se tornaram proverbiais; poucos, porém, a conhecem a fundo, menos ainda são aqueles que a compreendem e sabem dela deduzir consequências [...]. para evidenciar esses inconvenientes, reunimos nesta obra os artigos que podem constituir, propriamente falando, um código de moral universal, sem distinção de culto; nas citações, conservamos tudo o que fosse útil ao desenvolvimento do pensamento, deixando de lado somente coisas estranhas ao assunto [...]. Como complemento de cada preceito, acrescentamos algumas instruções escolhidas entre as que foram ditadas pelos Espíritos em diversos países e por intermédio de diferentes médiuns [...]. Esta obra é para uso de todos; todos podem haurir dela os meios para conformar sua conduta moral com a moral de Cristo [...].".

Acerca do Livro dos Espíritos, o primeiro a ser codificado, reúne os ensinamentos dos Espíritos por intermédio de médiuns de vários lugares do mundo. Ele é dividido em quatro partes com 1019 perguntas que foram formuladas por Kardec abordando ensinamentos espíritas sobre temas científicos, filosóficos e religiosos, tratando de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos espíritos, suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o futuro da humanidade. Em seus Prolegômenos, espíritos coo São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luiz, o Espírito de Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, entre outros, deixam as seguintes instruções acerca da obra:


“[...] Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade. Este livro é a compilação dos seus ensinamentos. Foi escritor por ordem e sob o ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos preconceitos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do seu pensamento e que não tenha se submetido ao seu controle. Somente a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e a forma de algumas partes da redação são obras daquele que recebeu a missão de o publicar. Entre os Espíritos que concorreram para a realização desta obra, vários viveram em diversas épocas sobre a Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a sabedoria. Outros não pertencem, pelo seu nome, a nenhum personagem do qual a História tenha guardo a lembrança, mas sua elevação moral é atestada pela pureza de sua doutrina e sua união com aqueles que trazem um nome venerado”.

Já o Livro dos Médiuns traz ensinamentos dos espíritos sobre as manifestações e comunicação com o mundo invisível, bem como questões acerca do desenvolvimento mediúnico, as suas dificuldades e tropeços que possam acontecer pelo caminho. Além disso, sua parte final traz um vocabulário espírita básico. É um manual seguro para médiuns que desejam lidar com as comunicações com os espíritos. Sua introdução, de forma bem resumida, nos ensina:

“[...] as dificuldade e as decepções, que se encontram na prática do Espiritismo, têm sua fonte na ignorância dos princípios desta ciência [...]. Enganar-se-ia, igualmente, quem cresse encontrar, nesta obra, uma receita universal e infalível para formar médiuns. Conquanto cada um encerre em sai mesmo o germe das qualidades necessárias para tornar-se médium, essas qualidade não existem senão em graus muito diferentes, e seu desenvolvimento provém de causas que não dependem de ninguém fazê-las nascer à vontade [...]. Ocorre o mesmo com o nosso trabalho; seu objetivo é indicar os meios de desenvolver a faculdade medianímica tanto quanto o permitam as disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de maneira útil quando a faculdade existe. Mas nisso não está a finalidade único a que nos propusemos. Ao lado dos médiuns propriamente ditos, há a multidão, que aumenta todos os dias, de pessoas qu e se ocupam com as manifestações espíritas; guia-las em suas observações, assinalar-lhes os escolhos que podem e devem, necessariamente, encontrar em uma coisa nova, inicia-las na maneira de conversas com os Espíritos, indicar-lhes os meios de terem boas comunicações, tal é o círculo que devemos abranger, sob pena de fazermos uma coisa incompleta [....]. Como instrução prática, não se dirige, pois, exclusivamente, aos médiuns, mas a todos aqueles que são capazes de ver e de observar os fenômenos espíritas [...]. A prática do Espiritismo está cercada de muitas dificuldades, e não está sempre isenta de inconvenientes que só um estudo sério e completo pode prevenir [...]. Nós nos dirigimos às pessoas que veem no Espiritismo uma finalidade séria, que lhe compreendem toda a gravidade e não fazem dele jogo de comunicações com o mundo invisível [...]. A ignorância e a leviandade de certos médiuns causaram mais dano do que se crê à opinião de muitas pessoas [...]. O Espiritismo fez grandes progressos desde alguns anos, mas fez imensos depois que entrou na senda filosófica, porque foi apreciado por pessoas esclarecidas. Hoje não é mais um espetáculo: é uma doutrina qual não se riem os que zombavam das mesas girantes [...]. após termos exposto, em O Livro dos Espíritos, a parte filosófica da ciência espírita, damos nesta obra a parte prática para uso daqueles que querem se ocupar das manifestações, seja para si mesmos, seja para se inteirarem dos fenômenos que podem ser chamados a ver [...]".

Há também que se falar sobre o livro O Céu e o Inferno, obra esta que demonstra a imortalidade da alma e as condições que ela vai usufruir quando no mundo espiritual, em consequência de seus atos. Sua primeira parte faz um estudo comparado de variadas doutrinas religiosas acerca da vida após morte, demonstrando fatos como morte de criança, pessoas que nasceram com deformidades, acidentes coletivos, entre outros temas. Já a sua segunda parte é um trabalho prático com exemplos que demonstram a situação da alma durante e após a desencarnação, com depoimentos de criminosos arrependidos, espíritos endurecidos, felizes, medianos, sofredores, suicidas e em expiação terrestre.

Por fim, o livro A Gênese é dividido em três partes, sendo sua primeira responsável por analisar a origem do planeta Terra, a segunda abordando questões de milagres, natureza de fluidos e os fatos contidos no Evangelho e, à terceira, cabendo a missão de enfocar as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que trará um novo tempo com justiça, paz e fraternidade.

Diante desta breve análise acerca dos cinco livros básicos da Doutrina Espírita, a mensagem é que nos dediquemos ao seu estudo, conforme nos traz o Livro dos Espíritos, Introdução, Item VIII, ao dizer que “o estudo de uma doutrina, tal como a Doutrina Espírita, que nos lança de repente numa ordem de coisas tão novas e tão grandes, não pode ser feito com resultado senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firma e sincera vontade de atingir um resultado [...]. O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá”.

Desejo bons estudos a todos!

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