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A Influência dos Pensamentos na Rotina


Guilherme Carvalho


Fluindo por entre nossa mente, o pensamento nos é latente em qualquer situação, podendo favorecer-nos a elevação moral ou não, de acordo com nossa conduta. “Vigiai e orai”, orienta-nos o Mestre Jesus, que igualmente reforça, “Espíritas! Amai-vos e instruí-vos”, o pensamento sendo veículo convidativo às companhias que naturalmente temos, é porta de entrada e instalação para quem quer que seja, afinal a nuvem de testemunhas, como aponta o Apóstolo dos Gentios, nos observa.

 

Manoel Philomeno de Miranda, refletindo sobre a magnitude da intercessão entre as ideias e o agir, exorta-nos: “Pensamento e vontade – eis as duas alavancas de propulsão ao Infinito e, ao mesmo tempo, os dois elos de escravidão nos redutos infelizes e pestilenciais do inferno das paixões”(FRANCO, 2022, p. 115).

 

Sabendo-nos Espíritos, logicamente, permeia-se em nossas consciências o seu funcionamento. Enquanto encarnados, a saúde, sendo ela de ordem mental, emocional ou espiritual, deve ser cultivada para bem viver, orientada e induzida pelos profissionais da indumentária carnal. Encontramos neste espaço, a força do pensar. Quando traçamos objetivos lúcidos para conquistar, assim o conseguimos, independentemente do tempo.

 

Quando nos deparamos com as narrativas de variados romances e títulos doutrinários, constantemente a personagem se eleva ou se subjuga a locais espirituais compatíveis com seu estado vibratório, sua psicosfera, seu pensar. Assim lembramos de André Luiz quando relata em Nosso Lar sua vivência, Carlos Fillipe II, Luís de Narbonne, Ruth Carolina e Otília de Louvigny em Nas voragens do Pecado, pela narrativa transparente do Benfeitor Charles. Cada um desses seres tomou um rumo e um destino após desligarem-se dos corpos carnais que os mantinham na matéria, sendo guiados pelo seu pensamento.


Um dos insignes apóstolos do Espiritismo, grande contribuidor para o Movimento Espírita nascente, Léon Denis, apura considerações sobre o pensar no cotidiano: “Por toda parte a matéria se opõe à manifestação do pensamento. No domínio da Arte, é a pedra que resiste ao cinzel do escultor; na Ciência, é o inapreciável, o infinitamente pequeno que se furta à observação; na ordem social como na ordem privada, são os obstáculos sem-número, as necessidades, as epidemias, as catástrofes” (DENIS, 2022, p. 111).

 

Ainda temos dificuldade em lidarmos com nós mesmos em diversos momentos, ideias intrusas fazem morada, fixam-se e atrapalham-nos a correlação na fala e então, atingem o nosso agir. O pensamento plasma, o sentimento solidifica, por vezes chegamos a alimentar auto-obsessão. Na seara espírita, aos que se dedicam na tarefa do mediunato, assim como assumem compromisso com si mesmo, devem por esforçar-se a mudar o panorama mental, impondo-se a disciplina necessária para o cumprir do dever íntimo.

 

Pelas luzes parcas de nossa incredulidade desponta o pensamento, guiando-se a consciência, anela novas realizações, da ignorância que ora era-nos refúgio inditoso chegamos a Luz do amor que a todos compreende e ampara, manter-nos-emos sob a vigilância fulgurante do alvorecer de uma nova era. A era de paz, amor e harmonia, entre mente, coração e espírito. O pensamento será a própria manifestação da cintilação interior que tanto precisamos haurir, sigamos, a Consciência Divina conosco está.

 

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Referências:

1-FRANCO, Divaldo Pereira; Nos Bastidores da Obsessão. Salvador/BA: LEAL, 2022.

2-DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor. FEB - Federação Espírita Brasileira. 2022.



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