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Doenças Físicas e Espirituais


Rodrigo Fonseca


Hipócrates, considerado o pai da medicina, dizia que a cura é uma questão de tempo, mas por vezes também é uma questão de oportunidade. Muitos de nós ao nos depararmos como uma doença de sérias complicações, questionamos: “Por que eu? O que eu fiz de errado para merecer isso?”. Por vezes um estilo de vida desregrado ou descuidado pode responder o porquê de algum mal ter nos acometido, mas, outras respostas só poderemos encontrar indo mais a fundo no nosso passado e compreendendo a Lei de Causa e Efeito.


Nós somos compostos, tal como um sanduíche, de corpo físico, Espírito e períspirito que interage com nosso físico, mental, emocional e espiritual. O nosso corpo físico é a última etapa a ser alcançada para que alguma doença se manifesta, pois de acordo com os sentimentos e as energias que alimentamos na nossa alma, o primeiro estágio da doença ou do mal-estar se dá no perispírito, em seguida no espírito e só então, por último, no corpo físico.


O contínuo desequilíbrio espiritual faz com que nossos centros de força comecem a se desalinhar, o que influencia em nosso corpo físico, haja vista o desequilíbrio espiritual. Chamamos este processo de somatização, isto é, a soma de diversas desarmonias mentais e emocionais próprias do indivíduo e a influência exercida por Espíritos obssessores. Logo, somatização e obssessão, de maneira geral, caminham juntas. Afinal, nós atraímos o que repetimos mental e emocionalmente.


Tanto as doenças físicas quanto as espirituais podem ser categorizadas como de baixa, média ou alta gravidade dependendo do caso. Neste sentido, é importante contar com o apoio da família e amigos para ter forças de superar esse mal, bem como é indispensável o acompanhamento médico e psicológico. No entanto, observa-se que para além disso, há todavia algo de suma importância cujo efeito é inestimável no momento da superação, trata-se da fé. A fé convicta de que Deus, Jesus e os Espíritos de luz nos acompanham e nos ajudam incessantemente, é capaz de mover cada átomo dentro de nós rumo à cura. A fé move montanhas como se diz, por isso, observamos que pacientes que professam verdadeiramente em sua fé, se recuperam com mais vigor do que pacientes que são incrédulos e se revoltam com a doença acometida.


Aprendemos com a Doutrina Espírita, a importância da prece, do evangelho no lar, da água fluidificada, da assistência fraterna e do passe no processo de cura e recuperação dos nossos corpos. Tais práticas nos ajudam a promover uma mudança de padrão comportamental e de sintonia, nos conectando com os benfeitores espirituais que imediatamente se põem a nos auxiliar, fazendo com que equilibremos nossa mente e consequentemente assumamos novamente o controle de nossas vidas.


Com base nessas explanações, a cura não necessariamente virá de forma miraculosa através de um remédio ou de um tratamento espiritual, mas de toda uma mudança de padrão comportamental e mental. Quando compreendemos que precisamos cuidar da saúde não apenas física, mas também mental, emocional e espiritual, estamos prontos para uma vida mais leve, consciente, feliz e, sobretudo, saudável. Consideremos para outra reflexão que, muitas doenças que não se curam, são por razões da lei de provas e expiações e da lei do retorno que o próprio indivíduo assumiu em sua ficha reencarnatória antes mesmo de nascer. Nesse sentido, se num futuro próximo conseguirmos unir ciência, espiritualidade e fé, isto é, a medicina do Homem e a medicina espiritual, encontraremos não apenas a cura, mas a solução para um outro estilo de vida.


Portanto, a cura não é só uma questão de tempo, mas também de oportunidade. Ao adoecermos temos a oportunidade de examinar nossa con