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Iemanjá Segundo a Doutrina Espírita



Jackelline Furuuti

Publicação original: 02 de fevereiro de 2018

Última atualização: 11 de maio de 2022


A Doutrina Espírita preza e honra pela fé em sua plenitude, mas com a firmeza do raciocínio, a tão citada Fé Raciocinada. Este artigo tem por objetivo principal trazer para o leitor uma breve visão mais empática a respeito da temática proposta e proporcionar, com isso, um maior entendimento no que diz respeito às outras crenças.

Longe de nós está o intuito de conversão, entretanto, num período de transição planetária se faz necessário uma maior compreensão não só da Doutrina Espírita, mas também das outras religiões, pois, só saindo das sombras da ignorância é que se ilumina para a sabedoria. Entendemos que o maior motivo de tantas guerras é a falta de conhecimento da crença do próximo, que se bem analisadas, levam praticamente ao mesmo destino, porém, de maneiras diversas ou simplesmente com nomenclaturas diferentes.

Uma curiosidade é que no dia 02 de fevereiro, em quase todos os cantos do Brasil comemora-se, no Catolicismo, o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, no sincretismo com a Umbanda, Dia de Iemanjá. O mesmo ocorre dia 08 de dezembro, pois, em alguns Estados, Iemanjá foi Sincretizada com Nossa Senhora da Conceição.

Como podem observar, trata-se, no sincretismo entre Catolicismo e Umbanda, unicamente da mãe de Jesus, variando apenas os nomes que explicam alguma importante passagem registrada nos livros bíblicos. Interessante análise, não? A figura de Iemanjá foi a forma que os escravos encontraram de continuarem cultuando os seus Orixás. Eles buscavam alguma semelhança entre os Orixás com os santos Católicos e com isso perpetuaram as religiões afro-descendentes até os dias atuais, principalmente na Umbanda, pois no Candomblé não há sincretismo.

De acordo com O Livro dos Espíritos, das questões 536 a 540, os Espíritos orientam e esclarecem a respeito da existência de seres responsáveis pela manutenção do planeta Terra, os chamados Elementais, e também o adendo de que algumas respostas ocultas, algum dia, viriam a tona a fim de esclarecer todos os fenômenos naturais da Terra e sua relação espiritual.

Para entendimento do leitor, Iemanjá (termo nominal não utilizado normalmente no Espiritismo) é uma forma de representar a energia da força das águas do mar, da vida que se inicia, da energia pura curativa, que assim como um gole de água fluidificada tem seu poder energético e espiritual, podemos começar a imaginar o poder que tem as águas e todos os elementos e Elementais existentes no mar durante um banho.

A sensação de leveza ao sair do mar é incontestável. Quando as pessoas estão estressadas, elas sentem no seu íntimo, a necessidade de um banho de mar. E para isso já existem estudos que comprovam o poder magnético existente nestas águas.

Nas religiões com fortes raízes africanas como o Candomblé e algumas vertentes da Umbanda, Iemanjá é tida como Divindade Ancestral, o que deve ser sempre respeitado, mesmo que não sigamos esta ideia (lembremos que a Doutrina Espírita respeita todas as religiões e cultos, pois entende que o que importa, verdadeiramente, é a reforma íntima de cada um de nós).

Na Umbanda, ao imensurável poder energético que tem o mar, lhes dão o nome de Iemanjá.

•Iemanjá no Candomblé: Divindade, ancestralidade, energia.

•Iemanjá na Umbanda: as águas do mar e toda a energia existente nelas, através de seus elementos e Elementais.


Na Umbanda, religião anunciada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas, através do médium Zélio de Morais, Orixá é energia e o que se manifesta através dos médiuns de Incorporação, são Espíritos Falangeiros de maior evolução que os Guias e que tem iluminação um pouco mais compatível com essas forças, pois a energia destes Orixás é extremamente intensa, o que faz nosso corpo ser proporcionalmente incapaz de manifestar esta imensa Energia Sagrada num processo de incorporação mediúnica.

Nosso corpo tem como maioria o elemento água, nosso planeta tem a água em predominância. O que mata a nossa sede é a água, o que põe em funcionamento cada engrenagem de nosso corpo é este combustível: a água.

Não se faz necessário sair do Espiritismo pra entender o que é Iemanjá. Iemanjá é a energia marítima que provêm de Deus, nos banha o corpo e a alma. É em proporções elevadíssimas, o copo de água fluidificada pelo Divino, a todos os seres sem exceção de escolha religiosa. Chamam de mãe Iemanjá, pois a energia do mar traz a sensação do colo que buscais pra chorar e desabafar, em termos espiritualistas: descarregar.

Iemanjá é vista como mãe para os umbandistas, porque, segundo suas crenças, mesmo sem a compreender, ao se aproximar dela, somos recebidos pelos abraços de suas ondas e quando o planeta não anda tão bem, nos alerta com grandes e fortes tsunamis e mesmo na tragédia, tem função fundamental de auxiliar no processo de resgate coletivo. É uma imensidão de Espíritos que fazem com que tudo isso funcione e nos auxilie. Tais explicações encontram fundamento na Obra Básica de Kardec, em especial em O Livro dos Espíritos.


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Chame como quiser: Iemanjá, Deusa, Rainha, Energia, Orixá, Imensidão Espiritual, Mistério Divino, Divindade, Mãe, Mamãe, Elemental do mar...

A premissa para esta Era é simplesmente o respeito e, acima de tudo, a busca em entender o próximo, despido de qualquer preconceito ou intolerância. Muitas perguntas não foram respondidas por não termos na época das comunicações das obras básicas, um entendimento mais amplo. À medida que tomamos mais consciência, os portais vão se abrindo e trazendo luz a verdades reveladoras. Este artigo é um micro esclarecimento perto de tantas informações que seriam plausíveis se aqui estivessem, mas por hora é o suficiente.

Neste mar de energias, somos todos tripulantes, somos parte dessa jornada. E quanto mais conhecermos mundo a fora, mais resolvidos seremos por dentro.




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