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Os Espíritos Fazem Sexo?




Por: Diana Cappuzzo

O tema é polêmico? É!


Há muito mais perguntas que respostas? Sim!


O tema abrange muito mais que o ato sexual em si, seja no plano espiritual, seja no plano material? Sim!


Falar sobre sexo é tocar em muito mais que apenas a ação da libido, mas a reflexão sobre o macro que envolve algo muito mais profundo, que é o amor, a consciência e pureza de sentimentos e a simpatia e afinidade entre os espíritos.


Uma maneira de tentar responder a essa pergunta, é, talvez, começar a refletir sobre a troca de energias que existe numa relação sexual entre nós, encarnados. O sexo não é um ato vulgar, mas a expressão máxima do amor sincero e verdadeiro que une dois espíritos afins. Quando legítimo, há união espiritual, conexão, sincronia, entrega, reverência e alegria. É um ato sagrado! Não podemos deixar de pensar que é por meio dele que somos capazes de procriar e dar luz a um novo ser no planeta.


Mas, infelizmente, o instinto acaba por deturpar e tornar promíscuo e animalesco o “fazer amor”. O sexo convencional, cujo principal objetivo é saciar os próprios prazeres e aliviar tensões acumuladas, faz com que o que é importante – a pureza de sentimento –, seja banal, supérfluo e descartável.


Então, podemos ver que o que está na nossa mente e nosso coração é que conduz e determina a qualidade vibratória e a sintonia com outros espíritos. Quem já não ouviu ou leu sobre pessoas viciadas em sexo? De fato, elas existem e perambulam por aí, nem sempre somente como desencarnadas, mas encarnadas. Todas elas juntas, em diferentes planos, buscam consolar o vício da maneira como melhor que lhe convêm. E, como ficamos? Exaustos, como que vindos de uma batalha.


A energia manipulada na base da coluna, no chacra genésico, é de criação, de geração e da sobrevivência e aceitação da vida. Se desfreada e descontrolada, desestrutura por completo uma encarnação. Dar rumo a essa força está diretamente relacionada a nossa consciência espiritual que não necessariamente precisa ser liberada no ato sexual. Alguns espíritos encarnados desprendem tal energia na ajuda ao próximo, de diferentes maneiras.


Quanto mais ampliamos e elevamos nossa hierarquia espiritual, mais consciência e lucidez somos quanto à pureza de nossos sentimentos e isso se refletirá em nossas companhias e afinidades. Que tipo de parceiros(as) e namorados(as) atraio? O que com eles(as) preciso aprender? Qual é a dificuldade que necessito cuidar para elevar meus sentimentos? De que maneira encaro o amor e a vida: com aceitação ou revolta? Qual é a opinião que tenho sobre mim? Me amo como deveria?


Não tem como deixar de analisar essas questões que estão relacionadas ao sexo, porque não somos mais animais, mas mais humanos e sensíveis às causas espirituais, então, é o momento de aprofundar esse olhar e reconhecer em que pé estamos quanto à qualidade de nossos sentimentos para conosco a fim de termos para com o próximo.


Um dia vamos todos morrer e para algum lugar iremos, tudo em estado mais amplificado. Você gostaria de estar em meio a um prostíbulo espiritual? Ou na companhia de um espírito afim e com ele desfrutar de afetos sinceros de amor puro?


O que será de nós quando daqui partirmos estará totalmente à mercê do que plantamos, ou seja, da qualidade etérea que deixamos em nosso períspirito: mais etéreo ou pesado? Se viciados em coisas materiais, mais próximos à Terra e, se mais elevados, menos apegados e mais sublimados. A partir daí, novamente já podemos concluir sobre nossas companhias espirituais.


Kardec nos explica no “Livro dos Médiuns”, item 74:


Nos Espíritos inferiores (o perispírito) aproxima-se da matéria e é isso que determina a persistência das ilusões da vida terrena nas entidades de baixa categoria, que pensam e agem como se ainda estivessem na vida física, tendo os mesmos desejos e quase poderíamos dizer a mesma sensualidade.


Isso acontece quando em baixa vibração, mas e quando estarmos em alta vibração? Como, então, se daria a troca de afetos? Ainda na companhia de Kardec para nossa reflexão, ele nos ensina no “Livro dos Espíritos”, na seção “Pluralidade das existências”, questão 200:


“200. Têm sexos os Espíritos?


Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.”


Nosso corpo físico tem a organização genésica necessária para vivermos aqui, no planeta Terra. Os órgãos reprodutores são estritamente limitados a nossa condição de matéria e corpo. Uma vez desencarnados, deixaremos de tê-los como o conhecemos. Mas, pode ser que os tenhamos, no períspirito (quando elevado), de maneira diferente, que não entendemos, como nos explica a resposta. E, a partir daí, podemos pressupor que a troca de afetos exista de uma maneira que a não conhecemos.


Afinal, os espíritos fazem sexo? Se sexo é o entrelaçamento de espíritos afins que trocam entre si energia, podemos considerar e talvez até deduzir que, de acordo com a resposta dada na questão 220, sim, talvez os espíritos façam sexo, mas de uma maneira muito diferente da que entendemos, pois a troca entre eles é do mais puro sentimento de amor, simpatia e união sincera.


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