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Processo Obsessivo: um olhar amoroso


Guilherme Carvalho


É fato que o processo obsessivo causa certo temor em muitas pessoas sem o devido conhecimento pois, sendo um processo natural, podemos compará-lo as doenças que desenvolvemos no corpo físico. Tendo suas ressalvas, trataremos sobre ele da forma que a Doutrina Espírita nos apresenta, uma maneira de ressarcimento, uma maneira de evolução.


A partir do conhecimento que os Benfeitores Espirituais nos fornecem por meio do Espiritismo, podemos dimensionar e analisar os diversos tipos de obsessão, sua maneira de instalação, suas consequências e a forma de tratamento. Inclusive é comum termos em Centros Espíritas tratamentos de desobsessão, onde todo o problema é tratado diretamente com a equipe mediúnica espiritual, que instrui o obsidiado a como cuidar de si, pois, o processo de libertação desta enfermidade como da maioria que nos ocorre, é por meio do pensamento atrelado à ação.


Manoel Philomeno de Miranda, abnegado trabalhador e divulgador espírita enquanto encarnado, continuou seu trabalho após sua passagem para o Plano Espiritual, mediante a mediunidade de Divaldo P. Franco, banhou-nos com diversos livros, onde demonstra todos os processos químicos, físicos e biológicos da obsessão, e cataloga-a em três principais tipos.


Obsessão simples, por fascinação e por subjugação, são os variados estágios em que o obsessor mantém controle sobre a mente do obsidiado, vale salientar que não é necessário ser médium ostensivo para passar por este tipo de processo, porque somos Espíritos e isso por si, já dá base para esta conexão. Obsessão simples é o mais comum e corriqueiro para nós, é em verdade a invigilância diária que alimentamos, nas palavras do próprio Philomeno de Miranda “Neste processo, como em outro qualquer, a mente é o espelho a refletir os estados íntimos, as conquistas logradas e as por conseguir” (FRANCO, 2019).


Obsessão por fascinação é gradativamente mais perigosa que a anterior, pois, nesse estágio a esfera mental do obsidiado cede espaço para o obsessor, torna-se uma espécie de intérprete das vontades de seu obsessor, apesar de ainda ter sua própria personalidade, é difícil distinguir as vontades dos seres que agora formam uma ligação psíquica muito coesa, a partir deste caso as ciências materialistas e a sociedade geralmente tomam por loucura ou distúrbios psicológicos.


Obsessão por subjugação é o último estágio analisado por Philomeno de Miranda, afirma que neste caso, o obsessor toma conta do corpo e das ações do ser obsidiado, trazendo efeitos dos mais diversos, mas que são em sua maioria fatais, estando aferrados nos equívocos, os irmãos que praticam estas atividades estão mais doentes e necessitados, dos que sofrem, pois, perderam-se do Caminho, esqueceram-se da Verdade e passaram a ignorar a Vida.


Apesar de toda essa visão panorâmica que possuímos, dos seus efeitos, a obsessão tem cura? Utilizando-me das tratativas que são apresentadas por diversos autores, posso afirmar que sim. Como tudo que acontece na vida, este também é um processo gradual, tanto para se instalar quanto para se desquitar, invocando a figura do Excelso Mestre, Amigo Inolvidável, é-nos dito em O Livro dos Espíritos, na questão 886 a melhor maneira de nos corrigir e extinguir os nossos problemas íntimos, praticar a caridade em seu sentido mais amplo, afinal a base da vida e as condutas morais que nos regem são as Leis de Justiça, Amor e Caridade, colocando-nos a serviço desta tríade, certamente que os sofrimentos chegados não farão morada em nós, porque estaremos em prol do bem, esparzindo luz onde estivermos.


Referências

FRANCO, Divaldo Pereira; Nas fronteiras da loucura. Salvador/BA: LEAL, 2019.



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