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Sou uma boa pessoa, vou para o Umbral?


Priscila Gonçalves


Durante a jornada espiritual, é comum nos depararmos com a ideia de que apenas indivíduos maus ou cruéis são direcionados ao Umbral, uma esfera de sofrimento espiritual. Contudo, segundo os preceitos do Espiritismo, a relação entre moralidade e destino espiritual é muito mais intrincada do que à primeira vista sugeriria. No presente texto, investigaremos como até mesmo pessoas consideradas boas podem encontrar o caminho para o Umbral, avalizando as nuances da bondade, a capacidade de distinguir entre o certo e o errado, e se a bondade e a maldade possuem aparências distintas.

 

A ideia de uma pessoa boa é frequentemente associada a comportamentos altruístas, gentis e compassivos. Aqueles que praticam o bem, ajudam os outros e vivem de acordo com princípios éticos, são geralmente considerados bons. No entanto, ser uma pessoa boa vai além das ações externas; envolve também as intenções, motivações e o estado interior do ser.

 

Segundo a Doutrina Espírita, o certo e o errado são determinados pelos princípios da Lei Divina, que estão baseados no amor, na justiça e na evolução espiritual. O certo é tudo aquilo que contribui para o progresso moral e espiritual, enquanto o errado é aquilo que prejudica a si mesmo ou aos outros, impedindo o crescimento e a felicidade.

 

No entanto, nem sempre é fácil discernir entre o certo e o errado, pois as circunstâncias podem ser complexas e os dilemas morais podem ser difíceis de resolver. Nestes momentos, é importante buscar a orientação da consciência e da razão, a fim de agir de acordo com os princípios da Lei Divina.


A bondade e a maldade não têm aparência física, pois estão relacionadas ao estado interior do Ser. Uma pessoa pode parecer boa aos olhos do mundo, mas ter motivos egoístas ou malévolos em seu coração. Da mesma forma, alguém que parece rude ou desagradável externamente, pode ter um coração cheio de amor e compaixão.

 

O que importa não é a aparência exterior, mas sim as intenções e motivações por trás das ações. Uma pessoa pode praticar boas ações apenas para obter reconhecimento ou benefício pessoal, enquanto outra pode realizar atos aparentemente cruéis por motivos nobres e altruístas.

 

Assim como as pessoas boas podem ser levadas ao Umbral, aqueles que praticam o mal podem encontrar redenção e evoluir espiritualmente. O destino espiritual de cada indivíduo é determinado não apenas por suas ações, mas também pelo estado de sua alma e seu grau de evolução espiritual.

 

Aqueles que são levados ao Umbral podem encontrar oportunidades de aprendizado e crescimento espiritual, enfrentando as consequências de suas escolhas e buscando a redenção através do arrependimento, da transformação interior e do perdão. O Umbral não é um lugar de castigo eterno, mas sim um estado temporário de purificação e purgação, onde as almas têm a chance de se libertar de suas imperfeições e alcançar a luz da evolução espiritual.

 

Em suma, a questão do destino espiritual é complexa e multifacetada, e nem sempre podemos julgar o caráter ou o destino de uma pessoa com base apenas em sua aparência ou comportamento externo. Na visão da Doutrina Espírita, o verdadeiro caminho para a evolução espiritual envolve a busca da verdade, do amor e da justiça, independentemente das aparências ou das opiniões dos outros.

 

Que possamos todos caminhar em direção à luz da evolução espiritual, buscando sempre o bem e a verdade em todas as nossas ações e escolhas.





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