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Autorresponsabilidade e sua Relação com o Espiritismo


Rafaela Paes de Campos


Somos dotados de livre-arbítrio e isso é uma das grandes provas do quanto Deus nos ama, pois deixa a nós todo o mérito de nossas conquistas e consequente evolução, não importando quanto tempo levemos para alcançar esse grandioso objetivo final que é a perfeição relativa.


Todos sabemos que chegamos neste orbe carregando bagagens invisíveis que dizem respeito a quem fomos e todos os atos cometidos em vidas pregressas. E justamente portando tais bagagens, antes de retornarmos, fazemos em conjunto com os Bons Espíritos o nosso planejamento reencarnatório, lugar onde inserimos tudo o que precisa ser feito para que a encarnação que se aproxima seja permeada de êxitos.


Só que esse planejamento reencarnatório é o ‘ideal’, aquele que enxergamos quando em estado de consciência expandida e em fase onde enxergamos de forma cristalina os nossos erros e necessidades de resgates.

Quando adentramos novamente à materialidade, somos atingidos pelas dificuldades que são inerentes a ela. E indo além, tendo como companheiro o livre-arbítrio, teremos ao longo das estradas por onde passarmos, sempre opções a escolher. No estágio em que ainda nos encontramos, nem sempre escolheremos a rota certa!


E é justamente aí que entra a questão da autorresponsabilidade. Somos os senhores dos nossos caminhos e das nossas decisões. O planejamento reencarnatório não é imutável e nem se configura como um destino do qual não se pode fugir. Nenhum de nós chega aqui à Terra fadado ao sofrimento.


Entretanto, costumamos, quase sempre, bradar aos quatro ventos que nada dá certo para a gente, que as outras pessoas não colaboram ou nos atrapalham, até aos Espíritos nós culpamos. Só que isso tudo é terceirizar uma responsabilidade que é nossa.


Não se diz neste artigo que a vida seja fácil, pois bem sabemos que está longe de ser, mas é urgente que exercitemos o autoconhecimento e assim olhemos para as situações de forma realista.


Quais são as verdadeiras atitudes que tomamos para que as coisas deem certo para nós? Todos temos sonhos e sabemos que nem tudo nesse caminho depende da gente, mas no que depende, realmente fazemos o que é necessário?


As outras pessoas parecem ‘pedras no caminho’, mas por que estamos nós esperando que esse alguém faça algo? Por que estamos criando expectativas sobre atitudes que independem totalmente de nossa vontade? Os Espíritos que nos assediam, por que culpa-los se semelhante atrai semelhante e se ele nos encontrou, fomos nós quem abrimos alguma brecha?