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Ciberbullying: Na vida real e virtual, a responsabilidade social é a mesma!

Atualizado: 6 de set.


Helena Kolbe


Bullying” significa intimidação vexatória, constrangimento, abuso psicológico, verbal ou físico e “cyber”, refere-se ao que é virtual, logo, em resumo, “cyberbullying” significa constrangimento on-line. Antes de estudos para nomear o que conhecemos como “bullying”, usávamos os termos “zuar” ou “tirar sarro”, porém, os danos causados sempre foram os mesmos: Tristeza, baixa autoestima, depressão e podendo levar muitos ao suicídio.


Ainda hoje, há quem ache “frescura” usando frases como “sofri e não morri” ou “me tornei mais forte”, porém não podemos nivelar o mundo por nós.


Nos atentemos às datas de luta como o Dia da Consciência Negra e o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+. Sempre tem quem coloque em suas redes sociais frases com conteúdo que deslegitimam a luta e a dor de todo um grupo.


Antes da internet não tínhamos tantos conhecimentos de preconceitos e de agressões (verbais ou físicas), mas com a tecnologia parece que as pessoas se sentem protegidas atrás de suas telas, sejam de celular, tablet ou laptop e não se dão conta da proporção do mal que fazem, já que tudo é compartilhado sem muito critério, em questão de um clique, viralizando situações sem pensarem no prejuízo que isso causará na vida de outra pessoa.


Em 2021, um adolescente se suicidou após um vídeo postado viralizar. Era uma brincadeira num shopping, mas os comentários maldosos o “acusando” de ser homossexual foram cruéis, como se ser gay fosse algo ruim. Nada justifica tanto ataque, ele sendo ou não da comunidade LGBTQIAPN+.


Em 2016, circulou na internet, uma foto de uma mulher mexendo em seu celular enquanto seu bebê estava no chão do aeroporto, e com a foto, um texto falando como aquela mulher era uma mãe horrível. Foram tantos compartilhamentos que chegou até aquela mãe e ela teve que passar pelo constrangimento de explicar mundialmente o que tinha acontecido naquele momento. Em 2019 a foto voltou a circular. Com qual finalidade? Como se não bastasse o descaso da companhia aérea na época, as pessoas julgando e condenando, de repente, anos depois, essa mãe se viu exposta novamente!


Hoje, qualquer um faz uma live, um vídeo de qualquer circunstância sem a menor responsabilidade, compartilha em redes sociais, em aplicativos de conversas e isso tudo chega a alcances inimagináveis.


Perdemos a noção de respeito, de critério e da responsabilidade que temos enquanto sociedade. Nos esquecemos que a internet não é terra sem lei. E sim, temos responsabilidade, tanto quem produz o conteúdo inapropriado, quanto quem repassa. Não podemos alegar ignorância já que se compartilhamos pela internet, também podemos pesquisar sobre o assunto. Justamente numa pesquisa rápida já descobrimos se devemos ou não compartilhar. E se tiver dúvidas, não compartilhe.