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Como me Comunicar com meu Mentor?


Priscila Gonçalves


Anjo guardião, mentor, amigo espiritual... Vários são os nomes conferidos a estes Espíritos tão amorosos e dedicados, que foram designados pela Espiritualidade Superior durante o processo de planejamento reencarnatório para nos acompanhar durante a vida.

Vez ou outra, quando este Espírito é designado para uma outra missão, ele se afasta e recebemos outro tutor, mas, ainda assim, nunca estamos desacompanhados.


Estes Espíritos pertencem a uma ordem elevada da categoria dos Espíritos. Por certo, já passaram pelo Planeta Terra numerosas vezes, e também por outros mundos inferiores e superiores, e, assim, desenvolveram empatia, amor, criaram laços amorosos conosco, e, possivelmente, em uma encarnação passada, tivemos com eles uma forte conexão, e seu conhecimento e seu grau evolutivo o fazem apto a nos auxiliar em uma etapa de nossa jornada evolutiva.


Das questões 492 a 495 presentes em O Livro dos Espíritos, encontramos explanações sobre a ligação dos Benfeitores Espirituais conosco, até mesmo quando ocorre seu afastamento:


492. O Espírito protetor está ligado ao indivíduo desde o seu nascimento?

– Do nascimento à morte, e muitas vezes ele o segue após a morte, na vida espírita, até mesmo em várias existências corporais, pois essas existências constituem apenas fases bem curtas em relação à vida de Espírito.


493. A missão do Espírito protetor é voluntária ou obrigatória?

– O Espírito é obrigado a velar por vós porque aceitou essa tarefa, mas ele pode escolher os seres que lhe são simpáticos. Para uns é um prazer, para outros, uma missão ou um dever.


493. a) Apegando‑se a uma pessoa, o Espírito renuncia a proteger outros indivíduos?

– Não, mas ele o faz de maneira menos exclusiva.


494. O Espírito protetor fica fatalmente apegado ao ser confiado à sua guarda?

– Muitas vezes acontece de alguns Espíritos deixarem sua posição para cumprir missões diferentes; mas, nesse caso, outros os substituem.


495. O Espírito protetor às vezes abandona o seu protegido, quando este não lhe ouve os conselhos?

– Ele se afasta quando vê que seus conselhos são inúteis, e que a decisão de submeter‑se à influência de Espíritos inferiores é mais forte. No entanto, não o abandona completamente, e sempre se faz ouvir. É o homem que fecha os ouvidos. O Espírito protetor volta tão logo é chamado.


Mas, por que então somos “abandonados” por nosso orientador? Bem, esta é uma questão que é facilmente respondida pelo nosso comportamento. Quando decidimos não seguir seus conselhos, suas orientações e inspirações, ele nos deixa para que possamos caminhar, errar e aprender; porém, mesmo nesta circunstância, quando nos tornamos pouco merecedores de companhia tão amável, ele volta; basta que deixemos nosso ego de lado e o convoquemos novamente.


A comunicação com este amigo é que faz toda a diferença. E como, afinal, podemos nos comunicar com ele? Cada indivíduo tem seu modo particular de comunicação. Uns têm uma conversa mais formal, outros mais informal, como uma conversa entre amigos, o que não deixa de ser, afinal, o Benfeitor é seu amigo presente quase 24 horas por dia. Outros o fazem através de preces, outros pelas artes. Cantando músicas edificantes, nas leituras, na escrita.


Não importa se está angustiado, entristecido ou tão feliz que parece exalar alegria e satisfação por todos os poros, e não importa se precisa compartilhar sua dor com o seu amigo para aliviar o fardo, ou celebrar uma conquista; o diálogo com o Espírito protetor, o anjo guardião, se faz necessário diariamente.


Abra os ouvidos e os olhos da alma, para ouvir e ver todos os sinais que ele lhe envia, para compreender e discernir os bons dos maus caminhos, avaliar seus passos e seu comportamento, e até pedir orientação para uma decisão difícil a ser tomada. Ou até contar como foi seu dia. Ele é, sempre foi e sempre será um grande amigo, disposto a ajudar sem julgar, querendo sempre o seu bem maior, pois abdicou de muitas coisas para cumprir a missão de lhe guardar e proteger dos males internos, dos vícios e más inclinações, e também dos males externos, dos perigos do mundo.


REFERÊNCIAS


KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Capivari: EME, 2019.

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