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A Masturbação Atrai Espíritos Obsessores?



Por: Fernanda Machado e Clara Costeau


Em se tratando de sexualidade, é sabido que existe uma produção natural de hormônios que incitam ao sexo. Sendo assim, até que ponto podemos considerar a masturbação como um ato maléfico ou benéfico ao ser humano?


Esse ato não é inconveniente, muito menos errado. É natural, dado que ainda estamos na matéria, no corpo carnal. Tanto o ato sexual quanto a masturbação, quando praticados com amor e respeito, fazem bem ao organismo, pois criam uma energia saudável para ambos os parceiros, como um processo de acrescentar ao outro.


Diferentemente da masturbação por sites pornográficos. Temos que ter em mente de que o desejo é do espírito, por mais que estejamos ligados a um corpo físico. Quando desencarnamos, o nosso espírito leva consigo aquilo que alimentamos quando encarnados, seja qualidades, gostos, desejos. Por isso que é essencial ressaltar que o vício em sexo não se perde só porque o espírito se separou do corpo. É aí que se explica o questionamento: “masturbação atrai espíritos obsessores?”.


Tudo é afinidade, principalmente pelo pensamento. Se o indivíduo encarnado só pensa em sexo/masturbação, irá atrair os espíritos desencarnados que estão na mesma frequência. Caso o encarnado não se vigiar e não procurar manter-se equilibrado, a porta para o vício se abrirá, o que é prejudicial, pois os vampiros energéticos vão ficar se alimentando dessa energia. Todos saem prejudicados: quem se vende, quem produz e quem compra pornografia.


Por outro lado, na obra “Sexualidade Sob Um Olhar Espírita”, de Louis Neilmoris, nos traz outra visão, válida: “Podemos imaginar a masturbação como uma via emergencial que a própria Natureza constituiu para que as complicações não fossem maiores. Sem esse recurso, fatalmente a violência sexual certamente seria mais corriqueira. O estado vibracional de desequilíbrio não é o de os hormônios subirem à cabeça, mas o contrário, o pensamento se rebaixar à matéria, uma vez que esse desequilíbrio é criação mental, sendo possível que o mesmo poder (do pensamento) seja capaz de suplantar as cargas negativas, potencializando-as em energias positivas. Conclusão: ninguém poderá querer justificar seus atos sexuais desequilibrados alegando impulsos fisiológicos”.


A partir desse trecho, entendemos que o ser humano, ainda imperfeito, poderia recair em paixões maléficas (estupro, assédio, etc) caso não existisse, por assim dizer, o recurso da masturbação.


Concluímos que o mais indicado é procurar trocar energias com quem você ama, sabe que lhe acrescenta, e faz bem. Caso ainda não tenha chegado o momento de achar alguém assim, e esse desejo estiver atrapalhando nas suas atividades do cotidiano, tirando sua concentração, o mais aconselhado é procurar auxílio de profissionais da área, para ter um maior esclarecimento e não se deixar levar pelo sentimento de culpa. Além disso, não devemos esquecer o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai”.


Bibliografia


NEILMORIS, L. Sexualidade sob um olhar espírita. Portal Luz Espírita: distribuição gratuita em formato digital. 2011.


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