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Natal: O Lado Triste


Por: Helena Kolbe


Todos nós nos animamos nessas épocas festivas, crendo no amor renovador do nascimento de Jesus.


Nos preocupamos tanto em decorar a casa com réplicas de “Papais Noéis”, árvores cheias de bolinhas coloridas, uma mesa com os melhores pratos, os melhores talheres e as melhores taças, que ficam o ano inteiro empoeirando dentro de um armário. Saímos para comprar presentes, lembranças, comidas, comprar, comprar e comprar. Outros viajam e postam em suas redes sociais fotos de lugares incríveis. Será que não ficamos um pouco cegos em relação aos sentimentos, sejam alheios ou até mesmo aos nossos?


Onde foi parar o verdadeiro significado do Natal? Não é errado trocar presentes, ter a mesa farta, nem viajar. Mas, se nada tocar nossos corações, se tudo não passar de uma frase de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”, não estamos vivendo os ensinamentos e o amor de Cristo. Podemos lembrar de uma passagem de Matheus, que diz “Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, porque procede do coração.” (15:18-19). Se não fizermos algo que beneficie a outrem, palavras serão apenas palavras.


O consumismo desregrado faz mal, para todos. E, principalmente, para quem está passando por um momento difícil. Aquela família que não tem como ter uma mesa farta, não tem como dar um brinquedo para seu filho; aquela pessoa que está com depressão; aquele outro que passará o seu primeiro Natal sem o ente querido, etc. Muitos se suicidam nessa época por se sentirem tristes, sozinhos e desamparados. Ninguém espera passar por uma situação de desespero nessa época do ano.


Ninguém espera por um Natal triste. Porém, acontece.


A tristeza nos faz repensar nos verdadeiros valores da vida! Deveríamos aproveitar essas épocas para nos alimentar do pão espiritual, encher nossos corações do que realmente importa: a vida! O que Jesus fez enquanto andava entre nós? Ele ostentava amor, tolerância, caridade e não bens materiais. Por onde passava deixava mensagens edificantes, as pessoas se elevavam, se modificavam. É isso que precisamos fazer o ano inteiro. É nosso dever, enquanto irmãos, filhos do mesmo Pai, levar alegria aos que sofrem, como diz a oração de São Francisco:


“...

Onde houver desespero, que eu leve a esperança

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

...”


O Espiritismo nos mostra que o que realmente importa é o espírito, não o corpo, é a nossa evolução moral, não as nossas vestes. Nossas ações no bem, não o que temos.


Então, caros amigos, vamos seguir o ensinamento de Jesus: “ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. (Matheus, 16: 15)


Sejamos cartas vivas do Evangelho, coloquemos em nossa rotina orações pelos refugiados, pessoas depressivas e tantas outras pessoas com dificuldades. Façamos boas ações o ano inteiro para que possamos fazer a vida do nosso próximo mais suave, e terminar o ano com a mesa farta, presentes debaixo da árvore e com a certeza de que deixamos alguém mais feliz, que alguém se encheu de força e coragem para continuar lutando. Enfim, com a certeza de que cheio, mesmo, está nosso coração de Jesus.

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